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Campo Grande, Domingo, 17 de Dezembro de 2017

23/05/2016 17:28

Movimentos e entidades adotam 'trégua' por voto de confiança a Temer

Grupos atuantes em desfavor do governo da petista Dilma Roussef adotaram cautela com relação ao novo governo

Michel Faustino
Acampamento de manifestantes favoráveis ao impeachment montado no canteiro da Avenida Afonso Pena. (Foto: Marcos Ermínio/Arquivo)Acampamento de manifestantes favoráveis ao impeachment montado no canteiro da Avenida Afonso Pena. (Foto: Marcos Ermínio/Arquivo)
Presidente da OAB-MS Mansur Elias Karmuche protocolando pedido de impeachment na Câmara dos Deputados. (Foto: Divulgação)Presidente da OAB-MS Mansur Elias Karmuche protocolando pedido de impeachment na Câmara dos Deputados. (Foto: Divulgação)

11 dias depois da posse, o governo interino de Michel Temer (PMDB) ainda vive o meio termo entre os elogios e criticas que acabaram sendo endurecidas nos últimos dias por conta das nomeações tidas como 'duvidosas'. Entretanto, para os movimentos sociais e entidades de Mato Grosso do Sul que foram às ruas por inúmeras vezes em favor do impeachment 'ainda é cedo para fazer qualquer juízo de valor sobre o novo governo'.

A advogada Soraya Thronicke, integrante do grupo Reaja Brasil (Pátria Libre e Democráticos Pró-Impeachment) em MS, ressalta que Temer assumiu o governo dentro da maior crise econômica, política, social e moral da história do país.

“Nesse sentido, as atitudes tomadas são emergenciais, pois resolver plenamente esta crise levará muito tempo e trabalho”, diz.

A advogada reitera que, de qualquer forma, Temer manteve o diretor geral da PF (Polícia Federal) e anunciou apoio total à Operação Lava Jato. Ela ressalta outras medidas 'positivas' nas áreas econômica e social.

“Algumas medidas estão sendo tomadas, dentre elas o corte de verbas para movimentos como os sem-terra, CUT, UNE, entre outros. Entretanto, foi assegurado investimentos em programas sociais que são realmente necessários, a exemplo do Minha Casa Minha Vida e da Bolsa Família”, diz.

Soraya acredita que o momento exige um voto de confiança dos brasileiros ao governo que está iniciando em caráter emergencial. Conforme ela, a fiscalização nas ruas não deve cessar, mas é preciso aguardar os resultados.

Para o presidente da OAB/MS (Ordem dos Advogados do Brasil Seccional Mato Grosso do Sul), Mansour Elias Karmouche, neste momento, seria prematuro fazer qualquer avaliação do atual do governo. Entretanto, ele afirma que a Ordem está vigilante quanto as chamadas 'nomeações' duvidosas, a exemplo do senador licenciado Romero Jucá (PMDB), nomeado ministro do Planejamento.

Nesta segunda-feira (23), gravações obtidas pelo jornal Folha de S. Paulo mostram o ministro do Planejamento, Romero Jucá, dizendo a um interlocutor que o impeachment de Dilma Rousseff resultaria em um pacto para deter a operação Lava Jato.

“Ainda é cedo para falar um juízo de valor sobre o governo. No entanto nós (Ordem) vamos se manter vigilantes porque depositamos um voto de confiança neste governo”, comenta.

Em março deste ano, a OAB chegou a protocolar pedido de impeachment de Dilma Roussef considerando quatro pontos: as pedaladas fiscais, renúncias fiscais que o governo concedeu em favor da Fifa na Copa do Mundo de 2014; a delação premiada do senador Delcídio do Amaral (sem partido) e a nomeação de Lula para a Casa Civil, para garantir ao ex-presidente foro privilegiado.

Grupo Reaja Brasil em um dos muitos manifestos realizados nos meses de março e abril em Campo Grande. (Foto: Fernando Antunes/Arquivo)Grupo Reaja Brasil em um dos muitos manifestos realizados nos meses de março e abril em Campo Grande. (Foto: Fernando Antunes/Arquivo)


Ou são muito burros ou muito mal intencionados!
 
JESSICA MACHADO GONÇALVES em 24/05/2016 08:17:14
kkkkkkkkkkkkkkkkkk essa é muito boa!!!!!!!!
Voto de confiança para golpistas.
 
Critico em 23/05/2016 20:56:19
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