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Campo Grande, Segunda-feira, 18 de Dezembro de 2017

19/02/2016 17:28

MS vai testar por um mês máquina que atrai e “engole” fêmea do Aedes

Flávia Lima
Modelo da máquina que será apresentada aos técnicos do governo. (Foto:Divulgação)Modelo da máquina que será apresentada aos técnicos do governo. (Foto:Divulgação)
Mauro Lúcio Rosa, coordenador estadual do Controle de Vetores diz que governo continua em busca de medidas que auxiliem no combate ao Aedes. (Foto:Arquivo/Campo Grande News)Mauro Lúcio Rosa, coordenador estadual do Controle de Vetores diz que governo continua em busca de medidas que auxiliem no combate ao Aedes. (Foto:Arquivo/Campo Grande News)

O governo do Estado, através da Controladoria Estadual de Vetores vai conhecer, na próxima segunda-feira (22), uma máquina, de fabricação norte-americana, que "engole" a fêmea do mosquito Aedes aegypti, responsável por transmitir, através de sua picada, a dengue, chikungunya e zika vírus.

Apesar de o coordenador estadual de controle de vetores, Mauro Lúcio Rosa, afirmar que a intenção é montar um projeto-piloto para a utilização do equipamento, o empresário Juan Carlos Pacheco Ormachea, proprietário da empresa Mosquitron, que representa a fabricante americana, confirmou que a máquina será utilizada como teste por um mês no Estado.

A apresentação aos técnicos do governo será feita por um representante da Mosquitron em Campo Grande e a ideia é mostrar as várias formas de utilização da máquina, hoje orçada em R$ 10 mil a unidade. Segundo Juan, o equipamento também pode ser alugado, no entanto esse tipo de transação vem sendo feita apenas em São Paulo ou em localidades onde existem distribuidoras. "A máquina precisa de manutenção mensal e por enquanto não há distribuidora em Campo Grande, mas temos a intenção de montar uma logo", explica.

O empresário diz que vem trabalhando para baratear a máquina e também para facilitar a compra pelos gestores públicos, sem a necessidade de licitação. "Acredito que é um equipamento de utilidade pública e estamos correndo atrás dos trâmites legais para agilizar o processo", ressalta o empresário que comprou a Mosquitron em dezembro.

Atualmente, a empresa tem clientes em cidades do Nordeste, São Paulo, Mato Grosso e Rio de Janeiro.

Desde o início do ano o governo do Estado vem buscando conhecer tecnologias e alternativas que possam somar ao combate mecânico do Aedes aegypti. Há um mês, uma outra empresa do interior paulista chegou a apresentar um projeto de utilização de um mosquito transgênico, criado em laboratório e que, ao cruzarem com a fêmea, impedem que esse filhotes cheguem a fse adulta.

No entato, em um primeiro momento, o projeto foi descartado devido ao tempo que levaria para ser aplicado e surtir efeito. "Nós continuamos em busca de soluções que nos ajudem a combater o mosquito de forma rápida, mas é sempre importante lembrar que as medidas de prevenção e controle de focos não devem parar. São elas que garantem a eficácia de qualquer ação", ressalta Mauro Lucio.

Aspirador- A máquina que será apresentada ao governo foi desenvolvida, há dez anos, pela American Biophysics Corporation, empresa criada há 25 anos e que conta com representante no Brasil há sete anos. 

O equipamento, conforme explica Juan Carlos, representante da empresa americana, tem a capacidade de eliminar 3,5 mil mosquitos por semana e funciona como um aspirador gigante, que suga não apenas as fêmeas do Aedes, mas de todos os mosquitos hematófagos, ou seja, que se alimentam de sangue e provocam, além da dengue, doenças como febre amarela, encefalite, malária e leishmaniose.

O segredo para atrair as fêmeas está na combinação do gás carbônico (CO2), –maior responsável pela atração dos mosquitos e octenol, um produto natural derivado das plantas. Para atrair a fêmea do Aedes, o equipamento também utiliza um botijão com feromônio sintético, substância responsável pela atração sexual em mamíferos e alguns insetos.

Uma vez atraídos, os insetos são sugados e depositados em uma rede, onde morrem por desidratação. Juan explica que a máquina pode ser utilizada em diversos tipos de ambientes, desde empresas, área rura até escolas e condomínios, já que não utiliza qualquer tipo de pesticida.  

Insetos benéficos ao meio ambiente, como abelhas, borboletas, besouros e joaninhas não são atingidos por essa técnica já testada e aprovada por órgãos de segurança e saúde, de acordo com o proprietário da empresa. "Já nos primeiros dias de utilização da máquna é possível observar um resultado positivo", atesta.

 



Quando criaram as armadilhas feitas com garrafa pet, com custo zero, logo apareceu um "técnico" afirmando que aqueles dispositivos atrairiam mais mosquitos. Essa armadilha então vai atrair todos mosquitos da região, mas como envolve alto custo, ninguém vai falar nada. E lá vão os recursos da SAÚDE.
 
Dino em 19/02/2016 22:32:32
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