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Campo Grande, Domingo, 17 de Dezembro de 2017

28/04/2014 10:36

Sindicato anuncia estado de greve para pressionar por reajuste de 25%

Aline dos Santos
Prefeito teme que reajustes ultrapassem limite previsto em lei. (Foto: Marcelo Victor)Prefeito teme que reajustes ultrapassem limite previsto em lei. (Foto: Marcelo Victor)

O Sisem (Sindicato dos Servidores e Funcionários Municipais) faz assembleia e entra em estado de greve a partir desta segunda-feira. A informação foi repassada pelo presidente do sindicato, Marcos Tabosa, antes da reunião com o prefeito Gilmar Olarte (PP), que vai acontecer na manhã de hoje. 

O sindicato, que representa 10 mil servidores, quer reajuste de 25% linear (para todos) e encaminhou outros 43 projetos. “São os penduricalhos. Servidor tem bastante produtividade, gratificação”, explica Tabosa.  A assembleia dos servidores será às 19h, no Sisem. 

De acordo com o sindicalista, a primeira reunião com o prefeito acontece 24 dias após o protocolo da proposta de reajuste. “No dia 4 de abril, entregamos as propostas dos trabalhadores de 1 a 13. E no dia 10 de abril, para os servidores de 14 a 16. Hoje é dia 28, faltou alguém fazer o dever de casa”, diz. Um a 8 equivale aos servidores com ensino fundamental; 9 a 13 com ensino médio; e 14 a 16, ensino superior.

Com a receita de Campo Grande crescendo a 3%, contra os habituais 17,99%, a Prefeitura já sinalizou que terá dificuldade em atender aos servidores. Em vez dos 25%, deve ser oferecido somente a reposição da inflação: 6,95%.

A proposta de reajuste deve ser enviada para ser votada na Câmara Municipal. Na manhã de hoje, o prefeito recebeu a ACP (Sindicato Campo-grandense dos Profissionais da Educação Pública), que representa 5.500 professores.

A categoria já tem reajuste de 18,33% previsto em lei. No entanto, há impasse de como o percentual será cumprido. Segundo Olarte, a receita precisa crescer, em média, 15%. O prefeito aponta que a folha de pagamento pode ultrapassar os 51% da receita corrente líquida, ferindo a LRF (Lei de Responsabilidade Fiscal).

Nesta situação, Olarte pode responder por improbidade e os recursos federais para a Capital serem bloqueados. Foi agendada nova reunião para quarta-feira. O prefeito vai pedir parecer do TCE (Tribunal de Contas do Estado).

Segundo o presidente da ACP, Geraldo Alves Gonçalves, o reajuste terá impacto mensal inferior a R$ 12 milhões, sem ameaça à LRF. A categoria, no momento, descarta a paralisação. 



É incrível como as coisas acontecem, sempre a corda arrebentando para o lado do mais fraco, a grande maioria desses servidores recebem salário mínimo e chega a ser quase a metade do salário do servidor estadual da mesma categoria (que ainda contam com jornada reduzida de 30 horas semanais). Que tal reduzir os gastos de quem ganha muito e trabalha pouco? Por exemplo os vereadores e o próprio prefeito que tiveram a pouco o salário ampliado em 60%!! E esses 10 milhões que foram pagos pelo prédio da câmara? Para esses tipos de regalias e esbanjamentos tem caixa? Porque? Chega a ser ridícula esta situação e os governantes agem como se não tivessem outra alternativa! Os impostos estão aí com IPTU até 400% mais caros e ainda reclamam da receita! Já ouviram falar em EMPATIA? Estes não tem nenhuma!
 
Alex Sandro em 28/04/2014 14:49:11
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