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De olho na TV

Apresentadores legislam em causa própria

Por Reinaldo Rosa | 15/03/2013 09:55

IGUAIS E IGUAIS – Nos seus tempos de fanfarronices, o ex-presidente Collor de Melo deu rasantes nos em aviões Caça, da Força Aérea Brasileira. Agora é a vez de integrantes da novela Flor do Caribe, da rede Globo, fazê-lo. Será que simples mortais também podem dar uma voltinha a bordo dos potentes jatos que existem para cuidar da segurança nacional?

PÉROLAS RADIOFÔNICAS – Certas coisas só acontecem com pessoas despreparadas para a função que desejam desempenhar. No locado horário da manhã da Rádio Difusora, sábado último, o entusiasmado ‘locutor’ didaticamente informou que “conclave é uma reunião secreta onde não entra ninguém”. Acaba de ser descoberta a roda.

INVESTIGATIVA – Em uma de suas produções internas sobre jornalismo, a TV Morena garante que focaliza fatos e cobra soluções. Dias atrás o secretário Semy Ferraz afirmou que os reparos no trecho final da Av. Júlio de Castilhos seriam feitos em 15 dias. Já se passaram quase 30 e, até agora, nada.

FALA POVO – “Político deveria ser proibido de ter programas em rádio e TV, principalmente depois de eleito, o cara se dedica ao seu programa e nada de trabalhar pelo povo”! Junior Ferreira

OUVINTE NA PONTA DA LINHA - “Sabe o que mais me espanta? Um arquiteto não pode trabalhar se não tiver o CREA, um médico, o CRM, um professor, o Registro, Etc. Por que cargas d’água uma boca aberta qualquer pode se declarar radialista, jornalista, comentarista? Ora bolas, no MS o segundo emprego dos políticos é na imprensa. Não existe controle. Ou existe? O que será que as empresas de comunicação ganham com isso? Temos exemplos de políticos que estão na mídia fazendo ‘campanha’ diariamente, e aí, quando chega realmente o período eleitoral, como competir com alguém que ficou alardeando o próprio nome durante três anos e meio antes das eleições? Desta forma, a democracia que vivemos deve ser a forma de governo do ‘demônio’. Trágico! Enquanto isso nossos ouvidos são feito de penico todos os dias. Salve Jorge!”. Eduardo Leal

ELOS DA DESCONSTRUÇÃO – Sobre comentário de leitor opino que, quem deve fiscalizar não o faz. Diante de fiscalização inoperante, empresários da comunicação fazem o que querem, ao sabor de conveniências financeiras. Vender espaços publicitários é tarefa árdua e, por vezes, frustrante; contratar capacitados e habilitados profissionais “onera a folha de pagamento”, raciocinam tais ‘empresários’. Concessão pública transforma-se em balcão de negócios.

LEI DA OFERTA E PROCURA – Se há quem quer –e pode- aparecer e sem entidade a exigir-lhe o estreito cumprimento da lei, por que não abrir as portas aos aventureiros? Este primitivo raciocínio de quem detém concessão pública vai na contra-mão de quem alardeia melhorias na educação como um todo.

BUMERANGUE – A grande maioria de locadores de espaços nos meios de comunicação é formada por legisladores –em níveis municipal e estadual-. Colocam em dúvida sobre o que entendem sobre leis, já que são contumazes desrespeitadores das mesmas. Quem faz leis e salsichas não as consome.

NOTÍCIA BOA – O sistemático –e por vezes ridículo- aparecimento de políticos detentores de espaço alugado em emissoras do estado pode ter efeito contrário. A excessiva exposição já está cansando o ‘eleitorado’.

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