Banha de coró, a alimentação indígena antes do brancos
Quando os primeiros brancos chegaram à fronteira com o Paraguai, o estranhamento inicial foi com a alimentação. Os indígenas não criavam porcos, as vacas eram selvagens, não tinham ideia de como produzir óleo à partir de milho, o costume era “criar” coró para deles retirarem uma “banha”.
A criação de “bandos de corós”.
Não tinha noção de qual era o coletivo de coró. Aprendi que é “bando” ou “ninada”. O processo de criação desses bandos de larvas começava com o corte de vinte ou trinta palmitos. Retiravam a casca, usada para fazer farinha. É rica em fibras. A parte mole do palmito era estendida em linha, em lugar que recebesse sol. Logo a seguir, virão as moscas para pousarem no miolo em linha.
Coró bom é coró gordo.
Em uma semana o coró já se apresentava grandinho. Deixavam que ele crescesse, cuidando para enxotar a presença maléfica do maribondo preto. Quando o coró estava gordo, quase no ponto de estourar, retiravam a gordura com uma faca. Reuniam as gorduras dos muitos corós e as derretiam em fogo brando. Estava pronta a gordura. Os brancos também aprenderam a comer capim-seda, para favorecer a deglutição, como também a beber água de um cipó. Mas essas são histórias para outro tempo….
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