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Em Pauta

Dia das mães, mão no saco e outras historietas

Por Mário Sérgio Lorenzetto | 08/05/2026 07:00
Dia das mães, mão no saco e outras historietas

Poderia ser chamada de “cultura inútil”, ou de “abobrinhas”, mas há pequenas histórias que merecem ser contadas. Apenas divertidas. Com pouco valor para os mais cultos, são, todavia, quase desconhecidas.


Dia das mães, mão no saco e outras historietas

Dia das mães dos gringos.

Em Roma, as Cibeles eram as divindades maternas, uma comemoração do inicio da primavera. O Dia das Mães, comemorado no segundo domingo de maio, surgiu nos Estados Unidos, em 1.908. Foi idealizado por Anna Jarvis, uma ativista social, que hoje seria chamada de esquerdista. Tinha uma pegada de contestação. No Brasil de Getúlio Vargas, virou uma data de celebração familiar e comercial.


Dia das mães, mão no saco e outras historietas

Mão no saco.

Há pouco, dois jogadores do meu Corinthians foram expulsos de campo por gesto obsceno: levaram a mão no saco. Nem sempre foi assim. Se eles estivessem na Roma Antiga esse gesto seria comum. Todas as testemunhas em casos judiciais tinham de colocar a mão direita nos testículos quando juravam dizer a verdade. Foi daí que surgiu a palavra “testemunho”, relacionada a testículo.


Dia das mães, mão no saco e outras historietas

Mão para o alto dos fascistas e nazistas.

O aperto de mão, como cumprimento, tem um sentido simbólico de mostrar que as duas pessoas estão desarmadas. Por milênios era isso: “não uso arma, aperto tua mão”. Um gesto contra a beligerância. Em tempo de Augusto, imperador romano, mudaram o cumprimento. Muito devotados às armas, passaram a mostrar que eram guerreiros levantando os braços. Mussolini impôs essa que é chamada de “saudação romana” a todos os italianos. Quem não levantasse os braços, ia para a cadeia. Hitler copiou Mussolini, e também impôs essa saudação aos alemães.


Dia das mães, mão no saco e outras historietas

Viva S.Francisco, morte aos franciscanos.

Eu, e uma montanha de gente, nos consideramos “franciscanos”, aqueles que seguem S.Francisco de Assis. Ainda bem que vivemos neste século. Não fiz voto de pobreza, mas fiz o de “classe média”. Ruim mesmo era a vida dos primeiros adeptos dessa “tendência” religiosa logo após a morte do Santo. Foram queimados vivos, como se fossem hereges, porque o Vaticano era comprometido com a estrutura financeira dos governantes europeus e não queria estimular a ideia de pobreza como uma qualidade humana.


Dia das mães, mão no saco e outras historietas

O coco-da-baía é asiático.

A jangada, embarcação “típica” do Nordeste brasileiro, foi trazida da Ásia pelos portugueses. Aliás, veio dessa região do planeta o coco-da-baía, a jaca, o lobisomem, a mula sem cabeça a cuca e um monte de outras coisas.

 

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