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Em Pauta

Mais jovens, mais machos, mais sexuais: a reposição de testosterona avança

Por Mário Sérgio Lorenzetto | 16/06/2026 07:00
Mais jovens, mais machos, mais sexuais: a reposição de testosterona avança

A sensação é de voltar aos 30 anos, dizem os fiéis discípulos da reposição hormonal de testosterona. Parece uma anedota ou uma quimera. Mas é uma tendência nos países ricos que ainda não ganhou tração no Brasil. Mas chegará.


Mais jovens, mais machos, mais sexuais: a reposição de testosterona avança

O elixir da juventude chegou?

A terapia de reposição de testosterona - TRT - promete aumentar os músculos, o ânimo e a libido. Rejuvenescer os velhinhos e animar os depressivos. Mas ela não é uma receita médica, é uma propaganda publicitária. Uma estratégia de marketing usada nas redes sociais e nos podcast. Estão medicando a masculinidade, exagerando seus atributos com tratamentos agressivos.


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Milhares de clinicas para tratar velhinhos com testosterona.

Estão abrindo milhares de clinicas, especialmente em Miami e Dubai, para fazer analise de testosterona. Essa é a outra pata da TRT: a econômica. O mercado de testes desse hormônio não para de crescer. Atualmente, rende algo como US$ 122 milhões, a projeção é de dobrar o faturamento em pouco tempo, segundo um informe da “Future Market Insights”.


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Kennedy Jr. , o apóstolo da TRT.

Robert F. Kennedy Jr., o secretário de saúde norte-americano, é o maior apóstolo desse tratamento. Suas fotos sem camiseta são a propaganda mais usada pelos divulgadores da TRT. Kennedy Jr. mostra um torso forte, ligeiramente inchado, em seus 72 anos. Parece a antítese do gordão Trump. O homem da saúde dos gringos diz é assim por ter níveis de testosterona que jamais foram vistos em homens com mais de 70 anos. A obsessão com esse hormônio é tanta que ele propõe retirar das mãos dos médicos as receitas para uso do hormônio para convertê-lo em um cosmético, vendido em qualquer prateleira de farmácia ou supermercado.


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Parece não ser perigosa.

A testosterona vem demonstrando não ser tão perigosa com se pensava. Um estudo, com 2.500 homens de 45 a 80 anos, descartou a crença de que estava associada a um aumento dos infartos do miocárdio e dos acidentes cérebro vasculares. Esse ensaio também descobriu que a testosterona melhora o desejo sexual - mas não a disfunção eréctil - e está associada a uma modesta diminuição da depressão depois de dois anos de uso.

 

Os artigos publicados com assinatura não traduzem necessariamente a opinião do portal. A publicação tem como propósito estimular o debate e provocar a reflexão sobre os problemas brasileiros.