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Política

Após negociações, PT e PSDB vão encabeçar CPI do Tapa-Buraco na Câmara

Luiza Ribeiro ficará com a presidência, e Dr. Victor Rocha assumirá a relatoria, segundo o presidente da Casa

Por Mylena Fraiha | 06/11/2026 12:20
Após negociações, PT e PSDB vão encabeçar CPI do Tapa-Buraco na Câmara
Vereadora Luiza Ribeiro (PT) será a presidente da CPI do Tapa-Buraco, e o vereador Victor Rocha (PSDB) será o relator (Foto: Reprodução/CMCG).

O PT (Partido dos Trabalhadores) e o PSDB (Partido da Social Democracia Brasileira) vão encabeçar a CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) que investigará o serviço de tapa-buracos nas ruas de Campo Grande. Autora do pedido de abertura, a vereadora Luiza Ribeiro (PT) ficará com a presidência, e o vereador Dr. Victor Rocha (PSDB) assumirá a relatoria. Os nomes foram confirmados na manhã desta sexta-feira (6) pelo presidente da Câmara Municipal, Epaminondas Neto, o Papy (PSDB).

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O PT e o PSDB vão comandar a CPI que investigará o serviço de tapa-buracos em Campo Grande. A vereadora Luiza Ribeiro (PT), autora do pedido, será presidente, e Dr. Victor Rocha (PSDB) ficará com a relatoria. Completam a comissão Leinha (Avante), Beto Avelar (PP) e Dr. Lívio Leite (União Brasil). O PL ficou sem vaga. Com prazo de 120 dias, a CPI apurará cortes na verba de manutenção das ruas e possíveis irregularidades em contratos. A prefeita Adriane Lopes afirmou que a Prefeitura fornecerá as informações solicitadas.

As outras três cadeiras serão ocupadas por Wilton Celeste Candelorio, o Leinha (Avante), Roberto de Avelar, o Beto Avelar (PP), e Dr. Lívio Leite (União Brasil). Beto é líder da prefeita Adriane Lopes (PP) na Câmara, e Lívio presidiu a CPI do Transporte Público.

A Câmara prevê anunciar a abertura da investigação às 13h desta sexta-feira. Pela manhã, a composição ainda não constava no Diário Oficial.

Após negociações, PT e PSDB vão encabeçar CPI do Tapa-Buraco na Câmara
Vereadores Leinha (Avante), Dr. Lívio Leite (União Brasil) e Beto Avelar (PP) serão membros da comissão.

Conforme noticiado pela reportagem, as vagas na comissão estavam bem disputadas, já que pelo menos 12 vereadores manifestaram interesse em uma das cinco cadeiras. No PT, a bancada concentrou a articulação para garantir a presidência a Luiza.

No PSDB, maior bancada da Câmara, com cinco vereadores, Victor Rocha havia dito que a indicação seria discutida em conjunto. Já no PP, que tem quatro parlamentares, Beto Avelar, Maicon Nogueira e Riverton de Souza estavam entre os interessados. No Avante, os nomes citados eram os de Leinha e Wilson Lands.

Os três vereadores do PL, Ana Portela, André Salineiro e Rafael Tavares, também estavam entre os interessados. Tavares já havia dito ao Campo Grande News, em outubro, que esperava uma vaga para o partido pelo critério da proporcionalidade e que a indicação seria discutida na bancada. Com a composição confirmada por Papy, o PL ficou sem representante.

Segundo o presidente da Câmara, PL e União Brasil estavam empatados nos critérios usados para distribuir as vagas. As duas bancadas têm três vereadores cada e ocuparam postos de comando na CPI anterior. O União Brasil ficou com a presidência, e o PL, com a relatoria.

Papy disse que o interesse de Lívio e a possibilidade de ele estar mais presente nos trabalhos pesaram na escolha. “Estava tudo empatado e eu decidi pelo Lívio”, afirmou Papy. Ele explicou que a definição saiu após conversas entre os partidos e que nenhuma das duas bancadas tinha preferência pela cadeira.

O que a CPI vai apurar – O requerimento de Luiza reuniu 24 assinaturas em 16 de outubro, após uma tarde de discussões entre os vereadores. A proposta avançou em meio a reclamações sobre as condições das ruas e a cobranças por informações sobre a execução do serviço de tapa-buracos e os recursos destinados à manutenção das vias.

Com prazo inicial de 120 dias, a comissão vai apurar a redução dos recursos destinados à manutenção das ruas nos últimos dois anos, com atenção ao orçamento de 2026. O requerimento também prevê investigar possíveis irregularidades em contratos e o descumprimento de prazos para responder a pedidos de informação aprovados pelo plenário.

Durante o anúncio de obras de pavimentação no Guanandi II, na manhã desta sexta-feira, Adriane Lopes disse que a Prefeitura vai fornecer as informações solicitadas pela Câmara e que os secretários prestarão esclarecimentos se forem convocados.

“O Poder Executivo está de portas abertas para fornecer qualquer informação que for necessária. Se os secretários forem convocados, nós vamos prestar todos os esclarecimentos”, afirmou a líder do Executivo.

A prefeita também citou a investigação do MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul) sobre os serviços de tapa-buracos e disse que a gestão municipal já presta esclarecimentos ao órgão.

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