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Capital

Escolas de MS têm 2,8 mil câmeras, infravermelho e botão de pânico

Sistema monitora 298 unidades estaduais 24 horas por dia e permite acionar a polícia em emergências

Por Viviane Oliveira e Izabela Cavalcanti | 06/11/2026 12:20
Escolas de MS têm 2,8 mil câmeras, infravermelho e botão de pânico
Secretário estadual de Educação, Hélio Daher, durante visita ao centro de monitoramento das escolas de MS (Foto: Osmar Veiga)

Com 2,8 mil câmeras instaladas em 298 escolas estaduais de Mato Grosso do Sul, o Casi (Centro de Operações de Segurança Integrada), no Bairro Amambai, em Campo Grande, monitora a movimentação nas unidades de ensino 24 horas por dia. As imagens são transmitidas em tempo real, permitindo que as equipes identifiquem possíveis situações de risco e recebam alertas enviados por profissionais da educação.

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Um sistema com 2,8 mil câmeras monitora 298 escolas estaduais de Mato Grosso do Sul, 24 horas por dia, e transmite imagens em tempo real ao Centro de Operações de Segurança Integrada. A estrutura inclui alertas, vídeos e alarmes, botão de pânico em aplicativo para diretores, travas, sensores e sete bases operacionais. Segundo o secretário Hélio Daher, o Estado ampliou os investimentos em 2023 e registrou queda de ocorrências, sem eliminá-las.

A estrutura foi apresentada durante visita técnica nesta sexta-feira (6), com a presença do governador em exercício, Dorival Renato Pavan, desembargador do TJMS (Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul), do secretário estadual de Educação, Hélio Daher, e de representantes das forças de segurança.

A visita ocorre após um episódio em uma escola estadual de Campo Grande, onde o comportamento de um pai de aluno provocou momentos de tensão. Apesar do susto, as aulas foram mantidas, e o caso reacendeu a discussão sobre a segurança nas unidades de ensino.

Na central, computadores e telões exibem imagens das escolas, mapas das ruas próximas e informações sobre as rondas policiais. Ao identificar uma situação suspeita, o sistema emite um alerta vermelho, indicando a necessidade de intervenção.

A segurança também inclui travas nos portões, sensores infravermelhos no perímetro e controle de acesso dos estudantes. Diretores e profissionais da educação têm ainda um aplicativo para registrar denúncias e acionar um botão de pânico em emergências.

Segundo Vicente de Lima, gerente-geral do centro de operações, a tecnologia integra três mecanismos: alertas, vídeos e alarmes. "Hoje monitoramos 298 escolas de todo o Estado, em tempo real. Temos um algoritmo, uma inteligência que reúne as informações e indica onde precisamos agir. Quando há uma ocorrência, o painel apresenta um alerta vermelho", explica.

O botão de pânico permite acionar imediatamente a central, que trata a ocorrência como prioridade máxima. "Todos os diretores e pedagogos têm esse aplicativo. Quando o alerta chega, é tratado com máxima urgência pela polícia, pelos bombeiros e pela nossa unidade de atendimento móvel", afirma Vicente.

O monitoramento também utiliza câmeras inteligentes capazes de detectar possíveis invasões. Algumas escolas possuem até 16 equipamentos, e o atendimento às ocorrências conta com sete bases operacionais distribuídas pelo Estado. Além da vigilância, as unidades seguem protocolos que orientam os profissionais sobre como agir em situações de risco, incluindo medidas de proteção, abrigo e evacuação dos estudantes.

Escolas de MS têm 2,8 mil câmeras, infravermelho e botão de pânico
Vicente de Lima, gerente-geral do centro de operações, explica o funcionamento do sistema de monitoramento (Foto: Osmar Veiga)

Prevenção – Segundo o secretário Hélio Daher, o Estado intensificou os investimentos em segurança escolar a partir de 2023, para prevenir ataques e ampliar a proteção de alunos e servidores. "O vídeo é apenas uma parte do monitoramento. A ideia é construir uma sensação de segurança e mostrar que a escola é um ambiente seguro. Nosso foco principal é proteger contra ataques externos", explica.

O secretário afirma que a estratégia também inclui acompanhamento psicológico e social dos estudantes, com equipes de psicólogos e assistentes sociais responsáveis por observar comportamentos que possam indicar situações de risco. Além disso, o monitoramento auxilia na identificação de comércio e consumo de drogas dentro das escolas e na prevenção de saídas não autorizadas de estudantes durante o período de aulas.

Conforme Daher, houve redução dessas ocorrências desde a implantação das medidas, embora não seja possível afirmar que os problemas tenham sido eliminados. O trabalho inclui ainda treinamento de equipes para contenção de estudantes em situações de alteração comportamental e acompanhamento de alertas meteorológicos que possam representar riscos à comunidade escolar.

Escolas de MS têm 2,8 mil câmeras, infravermelho e botão de pânico
Equipe acompanha imagens das escolas nos telões do centro de monitoramento (Foto: Osmar Veiga)


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