Uma nova equação e um exame não invasivo para cuidar do fígado
Uma manhã, enquanto caminhava pela praça, o mundo começou a cambalear ao redor de Fernando. Despertou no hospital e não reconhecia ninguém, nem sequer sua filha, recorda. Tinha mais de 60 anos e sobrepeso. Mede 1,70 metros e pesa 84 quilos. Acreditava que tinha boa saúde, mas lhe diagnosticaram cirrose. Havia muitas cicatrizes em seu fígado que já não podia filtrar bem as toxinas. Algumas dessas toxinas se acumularam no cérebro e foi assim que desmaiou na rua.
Um em cada quatro brasileiro.
Estima-se que cerca de 25% dos brasileiros tenha gordura no fígado. Uma doença silenciosa que pode evoluir para cirrose ou câncer. Só a cirrose é responsável por 40.000 internações hospitalares por ano no país. As doenças no fígado causam uma em cada quatro mortes no Brasil. O projeto “Liver Srcreen”, o maior estudo já feito sobre a fibrose no fígado, com 30.000 participantes, nos legou, de maneira inquestionável, que é preciso detectar a doença bem cedo. Também nos trouxe algumas mudanças para a detecção.
Uma nova equação.
Esse projeto critica a utilização de exames de transaminase sozinha, o exame, até agora, mais utilizado para detectar doença no fígado. Diz que elas não são boas biomarcadoras para detectar fibrose, já que tê-las um pouco elevadas não indica necessariamente que exista a doença, e se tive-las normais, não garantem que o fígado é saudável. Em outras palavras, as transaminases, para o projeto “Liver Screen” são inúteis. Eles propõem que os pacientes com mais de 40 anos devem ir a médico para solicitar uma nova equação que tem em conta a idade, sexo, e os resultados de analise de glicose, plaquetas e três enzimas - AST, ALT e GGT.
O exame não invasivo.
O nome do exame que julgam ser essencial para detectar fibrose corretamente é “elastografia de transição", entre os médicos, é também chamado de “elastografia do fígado” ou por seu nome comercial “FibroScan”. Para confirmar ou descartar a fibrose é essencial esse exame, que custa entre R$ 600 a R$1.000. É similar a uma ecografia e mede a rigidez causada pelas cicatrizes do fígado. Nos dá uma escala onde “F0” ou “F1” significa ausência de cicatrizes, “F2” é fibrose moderada, “F3” fibrose avançada e “F4” é cirrose.
Os artigos publicados com assinatura não traduzem necessariamente a opinião do portal. A publicação tem como propósito estimular o debate e provocar a reflexão sobre os problemas brasileiros.





