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Ensinar Juntos

O futuro do trabalho é de quem estuda e de quem se move!

Por Carlos Alberto Rezende (*) | 29/06/2026 13:43

Muito se ouve falar que "o diploma perdeu o valor" ou que as novas dinâmicas do mercado dispensam a formação tradicional. No entanto, quando olhamos de perto a realidade econômica e social do país, os dados e a biologia contam uma história completamente diferente. O sucesso profissional de longo prazo e a sustentabilidade do mercado de trabalho dependem de dois pilares frequentemente negligenciados: o diploma universitário e a educação física de base.

O Peso do diploma na carteira,

ainda que o empreendedorismo digital e as carreiras informais dominem as redes sociais, o mercado de trabalho real é implacável. Estatísticas oficiais continuam demonstrando que a formação superior é o principal divisor de águas na renda da população.

Em média, um trabalhador com diploma de ensino superior chega a ganhar mais que o dobro daqueles que concluíram apenas o ensino médio. Não se trata apenas de um papel na parede; a formação formal desenvolve a capacidade analítica, a resolução de problemas complexos e o letramento científico, habilidades que a automação e a inteligência artificial não substituem facilmente. O curso superior ainda é a rota mais segura para a mobilidade social e para a resiliência financeira em tempos de crise.


A Revolução da Geração 50+.


Enquanto o debate público foca na juventude, é uma revolução silenciosa acontece no topo da pirâmide etária. O mercado para profissionais com mais de 50 anos está extremamente aquecido. As empresas começaram a perceber que a soma de maturidade emocional, bagagem acadêmica e estabilidade é um ativo raro.

Mas há um fator novo que está mudando o jogo: o vigor físico dessa geração. Ao contrário do estereótipo do profissional maduro e cansado, os cinquentões de hoje exibem uma vitalidade impressionante. Eles continuam produtivos, enérgicos e plenamente capazes de suportar o ritmo do mercado corporativo moderno. E a explicação para isso não está no que eles começaram a fazer ontem, mas no que fizeram há décadas.


A Poupança Biológica da educação física escolar.


Essa saúde de ferro não é mero acaso: é o reflexo de uma política de base do passado. Essa geração cresceu em uma época em que a educação física escolar era tratada com extrema seriedade e obrigatoriedade diária. Ao correrem, saltarem e praticarem esportes intensamente desde a idade tenra, esses profissionais construíram o que a ciência chama de reserva fisiológica.

O estímulo precoce cria uma memória muscular e cardiovascular robusta. O coração se adapta, a densidade óssea se consolida e o sistema neuromuscular cria conexões que duram a vida toda. Trata-se de uma verdadeira "poupança de saúde". Mesmo após anos de rotina adulta acelerada, o corpo dessa geração responde rapidamente aos estímulos esportivos atuais porque a fundação foi bem feita lá atrás, no pátio da escola.


A Lição para as próximas gerações.


Olhar para o sucesso da geração pós-50 nos deixa um alerta urgente sobre o futuro. Se quisermos que as próximas gerações sejam produtivas, inovadoras e sustentáveis para a previdência e para o mercado, precisamos urgentemente revalorizar a base.

A formação formal é vital para abrir portas e garantir tetos salariais dignos, mas é a saúde física que garante a sustentabilidade para cruzar a linha de chegada de uma carreira longa. Uma educação que foca apenas no intelecto e negligencia o corpo gera profissionais brilhantes, mas precocemente adoecidos. O futuro do país exige uma mente educada em uma estrutura física que aguente o futuro.

(*) Carlos Alberto Rezende é conhecido como Professor Carlão. Siga no Instagram: @oprofcarlao.