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Campo Grande, Domingo, 21 de Janeiro de 2018

06/02/2013 15:27

Carne em Campo Grande tem a segunda maior alta do País

Alta na cesta de alimentos foi de 8,27% em janeiro, segundo pesquisa do Dieese

Nícholas Vasconcelos
Carne e batata puxaram a alta da inflação em Campo Grande. (Foto: Arquivo/ Campo Grande News)Carne e batata puxaram a alta da inflação em Campo Grande. (Foto: Arquivo/ Campo Grande News)

Campo Grande teve a segunda maior alta da carne entre 18 capitais brasileiras no mês de janeiro, segundo o Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos). O levantamento divulgado nesta quarta-feira (6) apontou que a Capital sul-mato-grossense teve alta de 5,3%, só perdendo para Salvador (BA) com elevação de 11,61%, na comparação com o mês de dezembro.

No Estado com o quarto maior rebanho bovino do país, a alta da carne foi causada porque o produtor rural priorizou o mercado externo, que está com preços melhores que o interno. O preço médio foi de R$ 14,30.

Segundo a economista do Dieese em Campo Grande, Andreia Ferreira, janeiro é um mês geralmente registra queda no preço da carne.

“Contrariou a tendência de queda que vem depois do fim do ano, quando há um aumento de demanda provocado pelas festas”, comentou.

Apesar da alta da carne, foi a batata o alimento que mais teve alta em Campo Grande, com 44% de elevação na comparação com o mês de dezembro. Enquanto no fim do ano o quilo custava R$ 2,07 e passou para R$ 2,99.

Para Andreia, essa alta é reflexo da queda da demanda e o aumento da procura. “A batata teve produtividade, provocada pelo excesso de chuva nas regiões produtos e o aumento da demanda, as pessoas resolveram comer mais batata no mês de janeiro”, disse.

Por outro lado, a cidade teve o arroz mais barato entre as 18 cidades pesquisadas pelo Dieese. O custo médio de um pacote de 3 kg de arroz foi preciso desembolsar 2,35, uma diminuição de 4,47%.

Em Campo Grande, a cesta básica individual teve variação de 8,27% e custou R$ 263,03. Essa cesta é composta por 13 produtos e no último mês do ano passado era encontrada por R$ 242,94. A Capital de Mato Grosso do Sul tem a 5ª menor cesta do país, atrás de Fortaleza (CE), Recife (PE), João Pessoa (PB). Aracaju (SE) tem a cesta mais barata do país, por R$ 231,80.

Para comprar os todos os alimentos básicos o trabalhador precisou, em média, de 85h e 21 minutos de trabalho.

Cesta Familiar – Para alimentar uma família de 4 pessoas em Campo Grande foi preciso gastar R$ 789,09 no mês de janeiro, segundo o Dieese. Conforme o levantamento são necessárias três cestas individuais para um grupo familiar, por isso a elevação também é de 8,27%.

No mês de dezembro, a cesta familiar custava R$ 789,09. Essa alta foi absorvida pelo aumento do salário mínimo.

“O aumento de R$ 56 foi absorvido pelos R$ 20 da cesta. Temos os R$ 36 restantes que vão ser usados pelo aumento dos combustíveis”, Explicou Andreia. A expectativa é de que a alta da gasolina seja repassada para os transportes e outros produtos.

Para o Departamento, o salário mínimo ideal no país seria de R$ 2.674,88 para atender as demandas de alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene entre outras despesas.

A previsão é de alta para diversos outros itens da cesta básica, já que o mercado externo regula uma série de alimentos dentro do País. O óleo de soja é um exemplo, embora tenha tido queda de 2,39%, deve ter reajuste nos próximos meses.

Outros que acabam dando lugar a produtos mais rentáveis. “O açúcar tem expectativa de alta, porque a indústria tem transferido a produção para os combustíveis”, explicou a economista.

 



Giovanny Alcantud sua avaliação esta correta. Nosso estado em sua maioria é de gado de corte, então por se tratar de algo produzido aqui deveria ser mais barato que em outro estados mas não é! Vendemos nossos produtos para outros estado com média de 20% mais barato que no mercado local eo pior é vender para o exterior pela metade do preço, isso mesmo, 50% mais barato somente para encher a boca e dizer: "sou exportador"! Os políticos deveriam fazer como nos Países de 1º mundo e tarifar com mais impostos aqueles que exportam produtos que melhorariam a vida dos brasileiros, tipo: alimentos(in natura ou industrializado), materiais de construção(do básico ao acabamento), remédios, combustíveis, vestuário e veículos(de peças ao produto final). Isso é política interna e nacionalista!
 
Alexandre de Souza em 06/02/2013 22:47:08
Bem a cara do brasileiro, produzir em seu país, e revender mais barato no exterior para render mais lucros fora do que dentro de seu patrimonio.
 
Giovanny Alcantud em 06/02/2013 16:32:50
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