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Campo Grande, Quarta-feira, 23 de Outubro de 2019

18/06/2019 09:18

Celulose e papel puxam crescimento na exportação industrial do Estado

Segmento responde por 60% da receita obtida pelas fábricas de Mato Grosso do Sul nos cinco primeiros meses do ano

Jones Mário
Exportação de celulose e papel somou R$ 3,5 bilhões entre janeiro e maio de 2019 (Foto: Divulgação/Fiems)Exportação de celulose e papel somou R$ 3,5 bilhões entre janeiro e maio de 2019 (Foto: Divulgação/Fiems)

Nos cinco primeiros meses de 2019, as indústrias instaladas em Mato Grosso do Sul tiveram receita de US$ 1,5 bilhão (R$ 5,8 bilhões) com exportações. O total equivale a aumento de 6% em relação a igual período do ano passado, quando a movimentação somou US$ 1,4 bilhão. Os dados são do Radar Industrial da Fiems (Federação das Indústrias do Estado de Mato Grosso do Sul) e apontam para o segmento de celulose e papel como principal responsável pelo crescimento.

De acordo com o levantamento, o grupo registrou receita de US$ 909,62 milhões (R$ 3,5 bilhões). O valor responde por 60% do total exportado pelas fábricas de Mato Grosso do Sul. O ramo de celulose e papel ainda elevou os ganhos em 21% no comparativo com janeiro a maio de 2018, quando movimentou US$ 886,36 milhões.

O Radar Industrial da Fiems revela que os principais compradores do segmento nos cinco primeiros meses do ano foram China, com US$ 544,07 milhões; Estados Unidos, com US$ 119,32 milhões; Itália, com US$ 67,77 milhões; Holanda, com US$ 57,03 milhões; Reino Unido, com US$ 16,20 milhões; e Espanha, com US$ 14,28 milhões.

Três Lagoas, a 338 quilômetros de Campo Grande, é um dos maiores polos de produção de papel e celulose do mundo. A cidade comporta planta da Suzano, que opera desde janeiro após fusão com a Fibria e tem capacidade para produzir 11 milhões de toneladas de celulose e 1,4 milhão de toneladas de papel por ano. O principal município da região do Bolsão conta também com unidade da Eldorado Brasil, capaz de operar em ritmo de 1,7 milhão de toneladas de celulose ao ano.

Mais setores – O ramo de frigoríficos respondeu por US$ 372,44 milhões (R$ 1,4 bilhão) das exportações industriais do Estado de janeiro a maio. Destes, 45,1% são originados das carnes desossadas e congeladas de bovinos. Os principais compradores do segmento foram Hong Kong, com US$ 67,45 milhões; Chile, com US$ 52,99 milhões; e Emirados Árabes Unidos, com US$ 39,56 milhões.

Já o grupo de siderurgia e metalurgia básica teve receita de US$ 12,35 milhões (R$ 45 milhões) nos cinco meses completos de 2019, com o ferro fundido bruto não ligado como principal produto exportado. Os principais mercados foram México, com US$ 9,54 milhões; Paraguai, com US$ 1,19 milhão; Argentina, com US$ 783,92 mil; e Bolívia, com US$ 695,35 mil.

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