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Campo Grande, Domingo, 17 de Dezembro de 2017

23/03/2011 12:38

Deputados são favoráveis a proibição da pesca comercial nos rios de MS

Ítalo Milhomem

O deputado Paulo Corrêa (PR) é um dos deputados que irá engrossar o coro pelo o fim da pesca comercial nos rios de Mato Grosso do Sul.

“Sou conta este petrechos usados na pesca comercial como anzol de galho, João Bobo. Suponhamos que são 8 anzóis de galho por pescador na Semana Santa, onde mil pescadores trabalham. Já são 8 mil petrechos. Quem garante que eles não usaram mais que o permitido? Os rios não tem capacidade de regenerar os peixes rápido e Polícia Ambiental não tem combustível nem para fiscalizar os outros crime, como vai fiscalizar a pesca?”, questiona Corrêa.

O deputado republicano afirma que já apresentou uma alternativa para combater a pesca comercial.

“Para normatização da reprodução dos peixes nos rios do Estado seriam necessários pelo menos dois anos. Os pescadores já recebem o seguro desemprego por 4 meses por ano, em dois anos daria 8 meses. O estado deve completar este seguro desemprego por mais 16 meses, para completar estes dois anos e incentivar a produção de pescado por meio de tanques redes nos próprios rios. Há casos de rios que não comportam este tipo de cultura, mas os pescadores poderiam trabalhar com os tanques convencionais de piscicultura também com incentivos e apoio técnico do governo”, sugere Paulo Corrêa.

O deputado Eduardo Rocha (PMDB) diz a lei precisa ser novamente discutida. Ele não participou da votação da lei da pesca na legislatura passada (2006 -2010).

“Temos que trazer mais técnicos para discutir a Lei da Pesca, que é de suma importância para o Estado e principalmente para os pescadores ribeirinhos e não para os pescadores, que se dizem “turistas”, mas vêem de outros Estados. Eles trazem comida, bebida e ainda levam nossos peixes, deixando somente o lixo no Estado. Já vi muito isso lá em Três Lagoas, eles não são turistas”, afirma Rocha.

O único problema elencado para o peemedebista sobre o fechamento da pesca comercial são os pescadores profissionais. “Temos que recomeçar as discussões e ver o problema dos pescadores ribeirinhos. Só o seguro desemprego não vai ser suficiente para mantê-los” ressalta.

O deputado Felipe Orro (PDT) teme o fim da pesca comercial pelo lado dos pequenos pescadores. Ele tem sua base eleitoral na região de Aquidauna e outros redutos do Pantanal sul-mato-grossense.

“Eu sou da região de pescadores, sou pantaneiro e nunca vi nenhum pescador rico ou com situação financeira equilibrada, muito pelo contrário. Vejo eles (pescadores) passando necessidades, pedindo ajuda e vivendo em más condições. Não podemos afirmar que só a pesca comercial diminui a reserva de pescado nos rios. O desmatamento da mata ciliar, o assoreamento dos rios, o despejo de esgoto das cidades pantaneiras também contribui para isso”.

Para o deputado todos os lados devem ser considerados antes de qualquer medida.

“Não podemos começar a agir pelo elo mais fraco da corrente, os pescadores”, finalizou Orro.

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(“Eu sou da região de pescadores, sou pantaneiro e nunca vi nenhum pescador rico ou com situação financeira equilibrada, muito pelo contrário. Vejo eles (pescadores) passando necessidades, pedindo ajuda e vivendo em más condições. Não podemos afirmar que só a pesca comercial diminui a reserva de pescado nos rios. O desmatamento da mata ciliar, o assoreamento dos rios, o despejo de esgoto das cidades pantaneiras também contribui para isso”). Tem razão dep:ORRO, não a pescador bem de situação, porque só quem ganha com o peixe são os donos de peixarias e restaurantes, que compram deles e pagam uma ninharia pelo seu pescado, não importando aí se estão na medida ou não (pois se não está não importa, vira filé rapidinho) e se está na cota do pescador ou não, tem que acabar com a pesca comercial sim, a amadora não, pois esta é lazer e bem gerida pelo estado trás beneficios aos dois cidadão e governo.

 
Antonio Mazeica em 24/03/2011 08:45:23
Sempre pesco nos rios de Mato Grosso do Sul pelo menos uma vez por mês e sempre em lugares diferentes (Rio Miranda, Rio Aquidauana, Rio Piquiri, Rio Paraguai, Rio Taquari e Rio Coxim) e todos com dificuldade de pesca, pois, realmente os peixes estão acabando.
Acompanho diariamente o Campo Grande News e vejo o empenho do site em alertar as autoridades neste assundo.....vemos alguns Deputados comentarem sobre o assunto e nada...Nós pescadores amadores estamos cansados de tanto barulho e pouca ação, pois com toda certeza eles sabem que os peixes vão acabar e ficam só discutindo e não agem......ou será que eles vão esperam acabar até com os lambaris dos rios para tomarem uma providencia mais drástica?????......Os rios de Mato Grosso do Sul está pedindo ajuda.
 
Estevam Freitas em 24/03/2011 03:18:56
Ou toma uma atitude logo, ou fica sem peixe logo. O grande problema é que as peixarias não compram apenas peixes pego com apetrechos legais, falo isso por ter trabalhado por vários anos em peixarias. A maioria dos peixes são proveniente de redes e tarrafas, 99% dos peixes grandes vendidos picados são pegos com rede, cortam em postas para esconder a malha(marca deixada pela rede).
 
Ailton da Silva em 23/03/2011 05:49:14
Sou pescador amador, amante da natureza e totalmente favorável a proibição da pesca comercial. Peixe para ser vendido tem que ser criado em pisciculturas, assim como ocorre com criação de gato e afins.
É fato, boa parte dos pescadores profissionais depredam os recursos pesqueiros, já encontrei e joguei fora várias tarrafas escondidas no mato desses depredadores profissionais, já vi e sei de vários lugares em que eles pescam em plena piracema e todo tipo de comportamento proibido em lei, redes, espinheis etc.
O governo deve educar e transformar esse pessoal em guias de pesca além de realoca-los para trabalho em pisciculturas.
Se continuar dá forma que esta daqui a 5 anos não vamos pegar nem mais piranha nos rios!
 
Luciano Castilho em 23/03/2011 03:35:41
concordo plenamente com o deputado Felipe Orro, não é o pescador que dizima os rios, havendo reservas das matas ciliares, eliminação do lançamento de esgotos e residuos industriais, respeito pelos pescadores da quota e tamanho minimo a natureza se recompoe facilmente. o duro é os rios aguentarem as 'dequadas' resultado de queimadas(*) onde toneladas de peixes são mortos.
* não são fenomenos naturais não, são pela ação dos homens.
 
José Geraldo Comar Junior em 23/03/2011 03:30:12
Parabéns a estes políticos verdadeiros, pena que eu só posso votar em um.
 
Gilberto Ernani de Oliveira em 23/03/2011 03:23:47
Ate que em fim se ve uma atitude aplausivel,por um deputado,ja deveria ser proibido a muito tempo,o que se chama de pescador profissional arma seus 50 ou mais anzois de galho,vai para o buteco beber depois so colher os peixes fisgados,nao importando o tamanho,tudo se vende ou troca por cachaça,parabens Sr deputado.
 
helvio jose gonçalves em 23/03/2011 02:50:52
Parabéns aos ilustres Deputados pela iniciativa de combater esses desmandos absurdos em nossos rios, sob a pecha de "pesca comercial". O Estado precisa se conscientizar de que o turismo é altamente rentável, mas sem peixes em nossos rios o turista desaparece. Aprovar leis como essa da pesca "predatória", só colabora com os próprios políticos que tem nessa categoria (pescadores) seu reduto eleitoral, em detrimento do patrimônio público ambiental, que fica sempre em segundo plano.
 
Plínio Rubert Gardin em 23/03/2011 02:44:25
Está certo, Dr. Paulo Correa. Temos que avaliar a situação de forma abrangente e com resultados para o futuro. Agora, essa situação dos pescadores "turistas" se resolve fácil, fácil: taxa os "passeios". O resultados obtidos servirão para beneficiar os pescadores do estado. Sucesso!!
 
Jorge Junior em 23/03/2011 01:33:27
A falta de peixes nos rios tambem se deve ao uso de agrotoxicos em pastagens e lavouras.
 
Juca Kilo em 23/03/2011 01:21:31
Você jamais verá pescador rico,quem fica rico é o atravessador que compra dele à preço de banana e revende nos grandes centros à preço de ouro.As leis devem ser mais rigorosas com multas mais altas e cadeia para os reincidentes.Vamos banir esta profissão pescador do estado de mato grosso do sul,estes ex pescadores seriam orientados à produzir peixes em tanques,tendo para isso total apoio do governo,o governo não gastaria mais com cestas básicas,pois para quem produz peixes em tanques não Há piracema.
 
nilson franco de oliveira em 23/03/2011 01:13:57
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