Dólar cai a R$ 5,13 e bolsa avança 1,55% com petróleo em queda
Moeda recua 0,25% com tensão entre EUA e Irã; Ibovespa fecha aos 174.577 pontos
O dólar fechou em queda de 0,25% nesta terça-feira (25), cotado a R$ 5,1399, enquanto o Ibovespa subiu 1,55% e encerrou aos 174.577 pontos. O mercado acompanhou a queda dos preços do petróleo e as novas sanções dos Estados Unidos contra o Irã, além das discussões sobre o Orçamento de 2027 no Brasil.
RESUMO
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A moeda americana acumula recuo de 0,09% na semana e de 6,35% no ano. Em agosto, porém, o dólar registra alta de 1,39%. A Bolsa soma avanço de 2,07% na semana, queda de 1,92% no mês e valorização de 8,35% em 2026.
A alta das ações da Vale e dos grandes bancos sustentou o Ibovespa durante o pregão. Os papéis da mineradora avançaram 2,04%, enquanto a Petrobras caiu 2,05% com a forte desvalorização do petróleo no mercado internacional.
Por volta das 17h, o barril do Brent, referência internacional, recuava 5,27%, para US$ 87,31. O WTI (West Texas Intermediate), negociado nos Estados Unidos, tinha queda de 4,60% e era cotado a US$ 81,10.
O movimento ocorreu em meio ao aumento da pressão econômica dos Estados Unidos sobre o Irã. O governo de Donald Trump (Republicano) anunciou sanções contra cerca de 60 pessoas, empresas, entidades e embarcações ligadas a setores como petróleo, energia nuclear, produção de mísseis e tecnologia cibernética.
Washington também ameaçou aplicar medidas contra países e instituições que mantenham relações comerciais com Teerã. O governo americano tenta reduzir as receitas iranianas e ampliar o isolamento econômico do país.
A China rejeitou a pressão e afirmou que manterá suas relações comerciais com o Irã. Pequim está entre os principais compradores de petróleo iraniano e declarou que pretende proteger os próprios interesses diante das medidas americanas.
No Brasil, investidores também acompanharam as discussões dentro do governo federal sobre o Orçamento de 2027. O tema influencia as expectativas para as contas públicas e para a trajetória da dívida brasileira.
A situação financeira da Braskem também entrou no radar. A companhia pediu recuperação extrajudicial para renegociar cerca de US$ 10,9 bilhões, equivalentes a aproximadamente R$ 56 bilhões, em dívidas.


