Dólar fecha a R$ 5,11 com petróleo em alta e temor sobre inflação
Barril avança 3,36%, supera US$ 100 e bolsa brasileira encerra o dia em queda
O dólar comercial fechou em alta de 0,51% nesta quarta-feira (9), cotado a R$ 5,1116, enquanto investidores acompanharam a disparada do petróleo e seus possíveis efeitos sobre a inflação e os juros nos Estados Unidos. O barril tradicional voltou a superar US$ 100 pela primeira vez desde 24 de julho.
RESUMO
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Na bolsa de valores, o Ibovespa recuou 0,93% e encerrou o dia aos 185.629 pontos. O principal índice do mercado acionário brasileiro acumula alta de 0,25% na semana, de 4,62% em setembro e de 15,20% no ano.
Com o resultado desta quarta, o dólar ainda registra queda de 0,36% na semana e de 1,31% no mês. Desde o início de 2026, a moeda norte-americana acumula desvalorização de 6,87%.
Os preços internacionais do petróleo avançaram mais de 3% durante a sessão. O barril do Brent, referência global, subiu 3,36% e terminou cotado a US$ 101,21. Já o WTI (West Texas Intermediate), referência nos Estados Unidos, avançou 3,25%, para US$ 96,05.
No Brasil, a valorização da commodity aumentou a atenção sobre seus possíveis efeitos nos preços de combustíveis, na inflação e na trajetória dos juros. O petróleo mais caro também favorece empresas ligadas ao setor, mas eleva os custos de energia e transporte e pode pressionar diferentes atividades econômicas.
Nos Estados Unidos, investidores ampliaram as apostas em uma nova alta dos juros diante do risco de avanço da inflação provocado pelo encarecimento da energia. Dados do CME Group indicaram probabilidade de 60% de aumento das taxas ainda neste mês. Juros americanos mais altos tendem a fortalecer o dólar ao aumentar a atratividade dos títulos do país.


