Dólar fecha a R$ 5,22 com alta de 0,89% sob pressão do petróleo
Moeda sobe quase 1% em outubro, mas ainda acumula queda de 4,89% no ano

O dólar comercial fechou esta quinta-feira (1º) em alta de 0,89%, cotado a R$ 5,2202, em sessão marcada pela valorização do petróleo e pela cautela dos investidores com os próximos passos dos juros nos Estados Unidos.
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O dólar comercial fechou a quinta-feira (1º) em alta de 0,89%, a R$ 5,2202, pressionado pela valorização do petróleo e pela cautela com os juros nos Estados Unidos. A moeda acumula ganho de 0,76% na semana e de 0,89% em outubro, mas recua 4,89% no ano. O Ibovespa subiu 0,46%, aos 187.197 pontos, impulsionado pela Petrobras. O petróleo Brent avançou 4,55%, a US$ 102,58, após ataques a petroleiros no Estreito de Ormuz.
No turismo, a moeda americana terminou o dia cotada a R$ 5,426. Com o resultado desta quinta, o dólar comercial acumula alta de 0,76% na semana e de 0,89% em outubro. No ano, porém, mantém queda de 4,89%.
Na B3, o Ibovespa avançou 0,46% e encerrou o pregão aos 187.197 pontos, sustentado principalmente pela valorização das ações da Petrobras em meio à alta do petróleo. O principal índice da bolsa brasileira acumula ganho de 2,03% na semana, 0,46% no mês e 16,18% desde o início do ano.
No exterior, investidores também repercutiram os novos números da inflação americana. O índice de preços baseado nos gastos dos consumidores, acompanhado de perto pelo Federal Reserve na definição dos juros, registrou alta de 3,4% em agosto na comparação anual, abaixo da projeção de 3,7%. Na passagem de julho para agosto, o avanço foi de 0,3%, ante expectativa de 0,4%, resultado que reduziu parte das apostas em uma nova elevação dos juros americanos já em outubro.
O petróleo voltou a concentrar as atenções após novos ataques contra petroleiros que atravessavam o Estreito de Ormuz, aumentando o temor de novas interrupções no fluxo de combustível pela região. Perto do fim da tarde, o barril do Brent, referência internacional, subia 4,55%, negociado a US$ 102,58. Nos Estados Unidos, o WTI (West Texas Intermediate) avançava 2,81%, a US$ 93,23 o barril.

