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Economia

Dólar recua a R$ 5,21 em dia de atenção ao mercado de trabalho

Emprego no Brasil e nos EUA guiou investidores durante o pregão desta terça-feira (29)

Por Gustavo Bonotto | 29/09/2026 19:32
Dólar recua a R$ 5,21 em dia de atenção ao mercado de trabalho
Cédulas de cem dólares empilhadas. (Foto: Valter Campanato/Agência Brasil)

O dólar comercial caiu 0,16% nesta terça-feira (29) e encerrou o pregão cotado a R$ 5,2166, em um dia marcado pela divulgação de novos dados do mercado de trabalho no Brasil e nos Estados Unidos. Os investidores também acompanharam o avanço da inadimplência brasileira, o comportamento dos juros no exterior e a queda do petróleo, fatores que ajudaram a definir o ritmo dos mercados ao longo da sessão.

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O dólar comercial caiu 0,16% nesta terça-feira (29) e fechou a R$ 5,2166, em dia de dados sobre o mercado de trabalho no Brasil e nos Estados Unidos. A moeda acumula alta de 0,69% na semana e queda de 4,96% no ano. O Ibovespa subiu 0,46%, aos 183.828 pontos. No país, o desemprego ficou em 5,3%, mas a inadimplência chegou a 5% em agosto, recorde da série. Nos Estados Unidos, as vagas abertas recuaram. O petróleo Brent caiu 2,81%, a US$ 102,32.

A moeda norte-americana acumula alta de 0,69% na semana e de 0,71% em setembro, apesar da queda de 4,96% registrada desde o início do ano. No câmbio voltado ao consumidor, o dólar turismo recuou 0,14% e terminou o dia a R$ 5,417, enquanto o euro comercial caiu 0,42%, negociado a R$ 5,915.

O Ibovespa seguiu direção oposta ao dólar e avançou 0,46%, aos 183.828 pontos. Com o resultado, o principal índice da B3 acumula ganho de 0,19% na semana e de 3,61% no mês, enquanto a valorização em 2026 chegou a 14,09%.

Parte da atenção do mercado doméstico ficou concentrada nos números do trabalho. A taxa de desemprego permaneceu em 5,3% no trimestre encerrado em agosto, ao mesmo tempo em que a população ocupada alcançou o recorde de 103,5 milhões de pessoas. O quadro de emprego forte veio acompanhado, porém, de aumento da inadimplência: dados do Banco Central mostram que a taxa passou de 4,9% em julho para 5% em agosto, maior patamar da série histórica.

Nos Estados Unidos, o relatório Jolts apontou redução das vagas de emprego abertas em agosto, enquanto as demissões continuaram em níveis baixos. Os números entraram na avaliação sobre os próximos passos do Federal Reserve em um momento de alta dos rendimentos dos títulos públicos norte-americanos.

O petróleo completou o conjunto de fatores externos acompanhado durante o pregão diante das incertezas sobre inflação e juros nas principais economias. Por volta das 17h, o barril do Brent, referência internacional, recuava 2,81% e era negociado a US$ 102,32.