Em visita à Sefaz, ministro defende reforma e destaca papel de MS na transição
Dario Durigan afirma que mudança no sistema tributário depende da cooperação entre União, estados e municípios

Após cumprir agenda reservada com o governador Eduardo Riedel (PP), o ministro da Fazenda, Dario Durigan, esteve na tarde desta sexta-feira (31) na Sefaz-MS (Secretaria de Estado de Fazenda), em Campo Grande, onde participou de uma reunião de trabalho sobre a implementação da Reforma Tributária e do IBS (Imposto sobre Bens e Serviços).
RESUMO
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O ministro da Fazenda, Dario Durigan, visitou a Secretaria de Fazenda de Mato Grosso do Sul nesta sexta-feira (31) para discutir a implementação da Reforma Tributária e do IBS. O secretário Flávio César destacou a parceria entre governo federal, estados e municípios. Durigan afirmou que a reforma pode acrescentar 12 pontos percentuais ao PIB nos próximos dez anos, melhorando a competitividade do Brasil.
Antes do encontro, o ministro conversou rapidamente com servidores da pasta ao lado do secretário de Fazenda de Mato Grosso do Sul, Flávio César, presidente do Comsefaz (Comitê Nacional de Secretários de Fazenda dos Estados e do Distrito Federal) e presidente do Comitê Gestor do IBS no biênio 2025-2027.
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Na chegada à sede da secretaria, Durigan e Flávio César falaram ao Campo Grande News sobre o objetivo da visita e o estágio de preparação para a implantação do novo sistema tributário, cuja transição começa oficialmente em janeiro de 2027.
Flávio César afirmou que a presença do ministro reforça a articulação entre o governo federal, os estados e os municípios para colocar em prática a maior mudança no sistema de tributação do país nas últimas décadas.
"A vinda do ministro Dario Durigan aqui ao Estado de Mato Grosso do Sul representa justamente essa parceria que nós estamos construindo no âmbito nacional, de um relacionamento de diálogo aberto, tendo em vista que o país vive neste momento um processo de transformação extremamente importante, que é o novo modelo tributário que está sendo estabelecido no país", afirmou.

Segundo o secretário, o trabalho vem sendo conduzido de forma conjunta entre o Ministério da Fazenda e o Comitê Gestor do IBS, responsável por coordenar a implantação do novo tributo com a participação das 27 unidades da federação e dos 5.567 municípios brasileiros.
"Teremos uma agenda de trabalho para discutirmos um pouco daquilo que avançamos até agora e aquilo que temos de desafios ainda pela frente para que, a partir de janeiro de 2027, inicie oficialmente o processo de transição", disse.
O ministro Dario Durigan destacou que a Reforma Tributária tem potencial para impulsionar a economia brasileira ao simplificar o sistema de arrecadação e reduzir custos para empresas. Segundo ele, estudos apontam que a mudança poderá acrescentar 12 pontos percentuais ao PIB (Produto Interno Bruto) do país ao longo da próxima década.
"Como eu falei agora com a equipe, com os servidores da Sefaz aqui do Mato Grosso do Sul, nós vamos fazer o país crescer melhorando o lado da oferta, melhorando a qualidade do emprego, melhorando a efetividade e a produtividade da economia. A Reforma Tributária é um dos grandes ganhos que nós vamos ter para o país nesse sentido. Nós temos previsão de crescimento de PIB de 12 pontos percentuais nos próximos dez anos em razão da Reforma Tributária", afirmou.
Para Durigan, a mudança também deve aumentar a competitividade das empresas brasileiras, reduzir distorções no sistema de créditos tributários e favorecer investimentos e exportações.
"Esse tipo de construção, em prol do país, melhorando a qualidade da economia, vai melhorar o emprego, vai melhorar o custo da empresa, a competitividade do Brasil no mundo. Não vai acumular crédito na cadeia para o exportador e para o investimento", declarou.
O ministro ressaltou ainda que a implementação da reforma somente será possível com cooperação entre os diferentes entes federativos e elogiou o papel desempenhado por Flávio César na coordenação dos trabalhos.
"A gente só constrói uma mudança desse tamanho quando trabalha em conjunto com o federalismo de cooperação. O Flávio é o exemplo disso porque tem congregado essas inúmeras unidades. Eu cuido do governo federal. O Flávio cuida de 5.567 municípios e dos 27 estados, numa pluralidade de posições políticas e de dificuldades técnicas legítimas que precisam ser superadas. Então, eu tenho que vir aqui. Eu vejo também, além de um prazer, como um dever prestigiar o Flávio e a equipe dele aqui na Sefaz", afirmou.
A visita à Secretaria de Fazenda encerra a agenda de Durigan em Mato Grosso do Sul, retomada após o ministro interromper os compromissos na manhã desta sexta-feira para viajar a Brasília, onde participou de uma reunião convocada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. De volta a Campo Grande, ele cumpriu o almoço reservado com o governador Eduardo Riedel, conversou com servidores da Sefaz e participou da reunião técnica sobre a implantação do IBS e os próximos passos da Reforma Tributária.

