MS tem 4 pessoas com carteira assinada para cada beneficiário do Bolsa Família
Dados mostram 700 mil vínculos com carteira assinada e 178 mil famílias atendidas pelo programa social
Mato Grosso do Sul registra atualmente 700.176 pessoas trabalhando com carteira assinada, segundo dados mais recentes do Novo Caged referentes a fevereiro de 2026. No mesmo período, o estado contabiliza 178.775 famílias beneficiárias do Bolsa Família, conforme levantamento do Ministério do Desenvolvimento Social referente ao mês de março.
RESUMO
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Mato Grosso do Sul registra 700.176 trabalhadores formais e 178.775 famílias no Bolsa Família, proporção de 3,9 empregos por família beneficiária. Em fevereiro, o estado gerou 6.157 vagas, com destaque para serviços e construção. Campo Grande lidera com 1,2 mil novas vagas. O programa social investe R$ 124,3 milhões no estado. Nacionalmente, nove estados têm mais beneficiários do Bolsa Família do que empregos formais, caso do Maranhão, com diferença de 460 mil famílias.
O cruzamento desses dados indica que há aproximadamente 3,9 trabalhadores formais para cada família atendida pelo programa social no estado.
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Em fevereiro, Mato Grosso do Sul apresentou desempenho positivo na geração de empregos formais. Foram 40.073 admissões e 33.916 desligamentos, resultando em saldo de 6.157 novos postos de trabalho com carteira assinada. Com isso, o estoque total de vínculos formais chegou ao patamar de 700,7 mil trabalhadores.
Todos os cinco principais setores da economia estadual registraram saldo positivo no período. O setor de Serviços liderou a geração de empregos, com a criação de cerca de 2,4 mil vagas. Na sequência aparecem Construção, com 1,7 mil novos postos, Agropecuária (948), Indústria (871) e Comércio (120).
Entre os municípios, Campo Grande foi o principal destaque, com a criação de aproximadamente 1,2 mil vagas formais em fevereiro, totalizando um estoque de 253,3 mil vínculos. Outros municípios com saldo relevante foram Inocência (1 mil), Dourados (677), Três Lagoas (372) e Rio Brilhante (222).
O perfil das contratações mostra predominância de trabalhadores do sexo masculino, que ocuparam cerca de 4 mil das novas vagas, enquanto as mulheres preencheram aproximadamente 2 mil. Pessoas com ensino médio completo foram as mais beneficiadas, com cerca de 3 mil vagas, e os jovens entre 18 e 24 anos lideraram o saldo, com 1,9 mil novos empregos.
Na área social, o Bolsa Família atende, em março, 178.775 famílias nos 79 municípios de Mato Grosso do Sul. O investimento federal no estado supera R$ 124,3 milhões, com benefício médio de R$ 698,21 por família.
O programa inclui adicionais voltados a públicos específicos. Entre eles, o Benefício Primeira Infância contempla 107 mil crianças de zero a seis anos, com acréscimo de R$ 150 por integrante nessa faixa etária, totalizando investimento de R$ 14,8 milhões. Outros benefícios complementares de R$ 50 atendem 7,3 mil gestantes, 3,9 mil nutrizes e 161,6 mil crianças e adolescentes entre sete e 18 anos, somando mais de R$ 7,8 milhões.
O Bolsa Família também alcança grupos prioritários no estado, incluindo 2,1 mil famílias com pessoas em situação de rua, 22,2 mil famílias indígenas, 527 quilombolas, 33 com crianças em situação de trabalho infantil, 549 com pessoas resgatadas de trabalho análogo ao escravo e 1,8 mil famílias de catadores de material reciclável.
Campo Grande concentra o maior número de beneficiários, com 45,4 mil famílias atendidas. Em seguida estão Dourados (12.508), Corumbá (8.918), Ponta Porã (8.425) e Três Lagoas (6.914).
Ao comparar os dois conjuntos de dados, emprego formal e assistência social, observa-se que o número de vínculos com carteira assinada é cerca de quatro vezes maior que o total de famílias atendidas pelo Bolsa Família no estado. A diferença reflete tanto o nível de formalização do mercado de trabalho quanto o alcance do programa social, que é direcionado a famílias em situação de vulnerabilidade e não a indivíduos isoladamente.
Nove estados têm mais beneficiários do Bolsa Família do que trabalhadores formais - No cenário nacional, os dados de fevereiro de 2026 mostram uma realidade distinta em parte do país. Em nove estados brasileiros, o número de famílias atendidas pelo Bolsa Família supera o total de trabalhadores com carteira assinada.
É o caso de Maranhão, Pará, Piauí, Bahia, Paraíba, Amazonas, Alagoas, Acre e Amapá, onde a quantidade de beneficiários do programa social é maior do que o estoque de empregos formais registrados.
O Maranhão apresenta a maior diferença, com cerca de 460 mil famílias a mais no Bolsa Família do que trabalhadores formais. Na sequência aparecem Pará (232 mil), Piauí (163 mil) e Bahia (85 mil).
Por outro lado, Mato Grosso do Sul está entre os estados em que o emprego formal supera com ampla margem o número de beneficiários. A diferença no estado é superior a 500 mil vínculos, colocando-o entre as unidades da federação com maior distância entre mercado formal de trabalho e alcance do programa social.
Os dados também indicam uma tendência de redução no número de estados nessa condição ao longo dos últimos anos. Em fevereiro de 2021, eram oito estados; o número subiu para 13 entre 2023 e 2024 e voltou a cair, chegando a nove em fevereiro de 2026.


