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Campo Grande, Quarta-feira, 24 de Janeiro de 2018

20/12/2017 13:15

Prestes a ser privatizada, MSGás poderá ter participação da Bolívia

Leilão de desestatização está previsto para o segundo semestre de 2018

Osvaldo Júnior
MSGás, empresa de distribuição de gás que está em processo de privatização (Foto: Divulgação)MSGás, empresa de distribuição de gás que está em processo de privatização (Foto: Divulgação)

Em processo de provatização, a MSGás poderá ter participação boliviana. A petroleira YPFB, do governo da Bolívia, está de olho no mercado brasileiro de distribuição de gás e teria pretensão de se tornar sócia da empresa sul-mato-grossense como também da MTGás, concessionária de Mato Grosso.

Matéria publicada pelo Valor, com entrevista com o presidente da MSGás, Rudel Trindade, afirma que a empresa boliviana tem interesse de conhecer o plano de privatização de Mato Grosso do Sul. Esse interesse tem sido manifestado publicamente pelo ministro de hidrocarbonetos da Bolívia, Luis Alberto Sánchez, nas últimas rodadas de negociação em torno da renovação do contrato de suprimento de gás ao Brasil.

O leilão para desestatizar a MSGás está previsto para o segundo semestre do ano que vem. Antes disso, ainda neste ano, as empresas que vencerem a licitação para estruturar a modelagem do negócio devem assinar contrato com o BNDES.

"A Bolívia tem planos de internacionalizar a YPFB e tem demonstrado interesse no setor de distribuição de gás do Brasil. Estamos nos mostramos abertos. Isso é muito positivo, nos ajudaria por exemplo a entender melhor com o funciona o suprimento deles", disse Rudel Trindade ao Valor.

Ainda de acordo com a reportagem, a boliviana YPFB tem plano de negócios de US$ 12,169 bilhões para o quinquênio 2015-2019. A capacidade da Bolívia de manter o volume de 30 milhões de metros cúbicos diários ao Brasil é um ponto de interrogação hoje no mercado.

Outra negociação envolvendo o mercado sul-mato-grossense de gás diz respeito a possível contrato de suprimento de 1,2 milhão de m3 /dia de gás para uma termelétrica que a GPE (Global Participações em Energia) pretende instalar em Ladário (MS).

De acordo com Rudel, se avançarem as negociações, a ideia é caminhar para um acordo ainda em janeiro de 2018.

O presidente da MSGás disse, contudo, ao Valor que as partes não pretendem avançar com as negociações sobre a renovação do atual contrato de importação. Da capacidade de cerca de 30 milhões de m3 /dia, uma primeira parcela, de 18 milhões de m3 /dia, vence em 2019, mas a expectativa é que o assunto só seja debatido no ano que vem.

A previsão é que as companhias que distribuem gás da Bolívia - MSGás, Compagás (PR), SCGás (SC), Sulgás (RS) - definam, no primeiro trimestre, detalhes importantes da negociação, como os modelos de contrato e os volumes de demanda.



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