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Educação e Tecnologia

Alunos comemoram retorno, mas citam 'medinho' sobre controle do distanciamento

Alunos da rede estadual comemoraram o retorno presencial, mas acham que será difícil manter distanciamento

Por Silvia Frias e Bruna Marques | 04/10/2021 08:04
Alunos de escolas estaduais retornam hoje ao modo presencial. (Foto: Henrique Kawaminami)
Alunos de escolas estaduais retornam hoje ao modo presencial. (Foto: Henrique Kawaminami)

O retorno às salas de aula é visto com misto de “medinho” e alívio por alunos que conversaram com o Campo Grande News esta manhã, na Escola Estadual Lino Villachá, no Bairro Nova Lima. Os estudantes citaram a dificuldade de se manter o distanciamento, ainda necessário para evitar a disseminação da covid-19.

Esta manhã, no retorno presencial, após 1 ano e meio de aulas em home ou escalonadas, não houve o reencontro dos amigos comum em tempos pré-pandêmicos. Logo que chegavam os alunos entraram nas salas, sem aglomeração. Nos corredores, foram instalados equipamentos para uso de álcool em gel e um funcionário também chegou pouco depois para borrifar o produto nas mãos dos estudantes.

Milena acha que manter distanciamento pode ser complicado. (Foto: Henrique Kawaminami)
Milena acha que manter distanciamento pode ser complicado. (Foto: Henrique Kawaminami)

Mesmo assim, a preocupação fazia parte do retorno.

 “É muita gente numa sala só, acho que vai ser complicado para manter o distanciamento, na minha sala deve ter umas 40 pessoas”, avaliou Milena Casanova, 17 anos, estudante do 2º ano. “Eu preferia que tivesse ficado do jeito que estava [sistema escalonado, alternando home e presencial] são muitos alunos juntos, acho que os professores não vão dar conta de manter tudo em ordem.

Milena já tomou as duas doses da vacina contra covid-19, mas ainda tem temor, principalmente pelos avós e pela bisavó, que mora com a família no Nova Lima. “Como diz minha mãe, adolescente é tudo teimoso, agora tenho que fazer possível para manter a distância”.

Adolescente não conseguiu convencer os pais sobre vacina. (Foto: Henrique Kawaminami)
Adolescente não conseguiu convencer os pais sobre vacina. (Foto: Henrique Kawaminami)

Entre os estudantes, a reportagem encontrou adolescente que não foi imunizada por opção dos pais e que não terá o nome divulgado. “Meus pais não confiam na vacina, eu acho preocupante, sou a única da minha sala que não tomou vacina, vou ser meio cobaia; eu me cuido, mas estou preocupada, porque estou mais vulnerável que meus colegas”, disse a garota. “Acho bom termos voltado, em casa era muito ruim, na escola fica mais fácil de aprender, mas estou preocupada”.

Amanda Izoleta, 16 anos, tomou a 1ª dose da vacina e ainda aguarda calendário para a 2ª

Mesmo com receio, Amanda diz que retorno é melhor opção. (Foto: Henrique Kawaminami)
Mesmo com receio, Amanda diz que retorno é melhor opção. (Foto: Henrique Kawaminami)

dose. Embora tenha gostado da volta presencial, também está preocupada com o controle para manter distanciamento entre os alunos. “A gente aprende mais e não fica só em casa, mas acho que vai ser difícil ter controle”.

A adolescente tem expectativa que os colegas colaborem com os procedimentos de biossegurança. “Se cada um fizer sua parte, acho que vai dar certo. Ainda tenho um ‘medinho’, mas não temos o que fazer, temos que voltar para a escola”, concluiu.

Retorno - Segundo o governo estadual, haverá fiscalização se as escolas têm cumprido as normas básicas de biossegurança, tais como disponibilização de álcool em gel ou distanciamento de mesas.

Uma das justificativas para esse retorno, é de que o Estado possui boa cobertura vacinal contra o coronavírus, reduzindo os casos graves da doença. Ainda que cerca de 75% dos adultos estejam imunizados – com duas doses ou vacina única – esse índice é menor entre os adolescentes.

Funcionário borrifa álcool em gel nas mãos de alunos, antes da entrada em sala de aula. (Foto: Henrique Kawaminami)
Funcionário borrifa álcool em gel nas mãos de alunos, antes da entrada em sala de aula. (Foto: Henrique Kawaminami)
Tapete sanitizante e álcool em gel em pontos estratégicos foram instalados na escola. (Foto: Henrique Kawaminami)
Tapete sanitizante e álcool em gel em pontos estratégicos foram instalados na escola. (Foto: Henrique Kawaminami)


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