54% são contra retorno de exame médico para renovação da CNH
Parlamentares aprovam mudança que restabelece avaliação periódica para motoristas
A maioria dos leitores do Campo Grande News se mostrou contrária à volta do exame médico obrigatório na renovação da CNH. Na enquete, 54% votaram “não”, enquanto 46% defenderam o retorno da exigência para renovar o documento.
RESUMO
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Maioria dos leitores do Campo Grande News rejeitou o retorno do exame médico obrigatório na renovação da CNH, com 54% contrários à medida. O Congresso alterou proposta do governo Lula que permitia renovação automática para motoristas de até 70 anos sem infrações. Com a mudança, a avaliação médica volta a ser exigida, mas as taxas dos Detrans continuam dispensadas. Os exames têm teto de R$ 180, e em MS o valor é R$ 75.
O debate ganhou força após a comissão mista do Congresso Nacional alterar a proposta do governo federal que permitia a renovação automática da CNH (Carteira Nacional de Habilitação) para motoristas de até 70 anos, desde que não tivessem infrações recentes nem restrições de saúde registradas. A medida fazia parte do pacote de desburocratização defendido pelo governo Lula.
Com a mudança aprovada pelos parlamentares nesta quarta-feira (6), a avaliação médica volta a ser obrigatória. O relator da proposta, senador Renan Filho, aceitou uma emenda apresentada pelo senador Dr. Hiran, que também é oftalmologista e defendeu a necessidade do acompanhamento periódico da saúde dos condutores.
Mesmo com a retomada do exame, o texto mantém a dispensa das taxas cobradas pelos Detrans estaduais. Já os exames médicos e psicológicos continuam sendo pagos pelos motoristas, com teto de R$ 180 e previsão de reajuste anual pela inflação. Em Mato Grosso do Sul, o Detran-MS definiu em R$ 75 o valor do Exame de Aptidão Física neste ano.
Segundo o governo federal, mais de 1,5 milhão de motoristas já utilizaram o sistema de renovação simplificada desde a implementação das novas regras. Estudos da Senatran apontam que o índice de reprovação nos exames atuais é baixo e que os acidentes graves estão mais ligados a fatores comportamentais, como excesso de velocidade, consumo de álcool, uso do celular ao volante e falhas na fiscalização.
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