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Maioria dos leitores acha que ensino remoto prejudicou aprendizagem dos filhos

Quase nove a cada 10 leitores concordam com esta afirmação; aulas públicas voltaram ontem, no Estado e Capital

Por Guilherme Correia | 04/03/2022 08:33
Estudante da rede estadual higieniza as mãos antes de entrar na escola. (Foto: Henrique Kawaminami)
Estudante da rede estadual higieniza as mãos antes de entrar na escola. (Foto: Henrique Kawaminami)

As aulas voltaram nesta quinta-feira (3), em Mato Grosso do Sul, e o resultado de enquete do Campo Grande News foi quase unânime - cerca de 88% dos leitores acham que o período de ensino remoto prejudicou o aprendizado dos filhos.

A leitora Luciana Velasques diz que "com certeza, prejudicou", ainda que reconheça que tenha sido essencial ter mantido as restrições, em outros meses da pandemia da covid-19. "Olhando pelo outro lado, ao menos, não morreram de covid, e o resto a gente corre atrás. Isso é o mínimo de problema na frente daqueles que perderam vida ou alguém da família."

Foram centenas de comentários nas redes sociais do jornal, sobre o retorno do ano letivo. As aulas das redes públicas de ensino, vinculadas ao município de Campo Grande e ao Estado, retornaram ontem e, conforme a SED (Secretaria Estadual de Educação) e a Semed (Secretaria Municipal de Ensino), o ensino será totalmente presencial.

Anteriormente, alunos transitaram em diferentes modalidades educacionais, por conta das restrições provocadas pela pandemia da covid-19. No entanto, especialistas avaliam que a adoção emergencial do ensino remoto trouxe alguns prejuízos ao processo de aprendizagem dos estudantes.

A leitora Arleth Marines da Costa, no entanto, diz que o  filho não teve prejuízo, mas por conta de reforço escolar que ela pagou. "Está no quarto ano, sabe ler e escrever, é muito bom em matemática! Como eu trabalho a semana toda, paguei retorno escolar por um ano e meio [...] mas é lógico que nem todos estiveram esse privilégio, muitos tiveram perda."

O leitor Marcio Pereira Domingues Leitão diz que "com toda certeza" houve dificuldades no processo de aprendizagem. "Somos pais, não professores. Tem pais que não terminaram o quinto ano", comenta.

O mesmo é dito pela Ester Medina: "Não acho! Tenho certeza! Por mais evoluído que seja a criança, os adolescentes e adultos, nada se compara com a presença do professor e colegas no aprendizado!".

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