Para 60% dos leitores, intervenção pode melhorar transporte coletivo
Ação foi decretada pela Prefeitura de Campo Grande nesta semana, e tem validade de 180 dias

A maioria dos leitores do Campo Grande News está otimista em relação à intervenção da Prefeitura no transporte coletivo da Capital. Em enquete encerrada nesta quarta-feira (17), 60% dos participantes responderam que acreditam que a medida pode melhorar a qualidade do serviço prestado à população.
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Nas redes sociais do jornal, os comentários mostraram que, apesar da esperança por mudanças, parte dos leitores mantém cautela quanto aos resultados. "Que seja feito o melhor para nossa população", comentou Godofredo Medina, destacando a expectativa por melhorias, especialmente nos horários de pico.
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Já a leitora Zullaê Ramos avaliou que a qualidade do transporte também depende de investimentos em infraestrutura urbana. Segundo ela, a falta de pavimentação em algumas regiões prejudica a circulação dos ônibus. "Sem asfalto nas linhas fica complicado. Principalmente no Cristo Redentor, próximo à Avenida Três Barras, está um caos", afirmou.
Outros leitores demonstraram desconfiança. "Só acredito vendo", resumiu Silvana Alves. Para Hilda França, porém, a situação tem poucas chances de piorar. "Pior do que está, quase impossível", comentou.
A intervenção no Consórcio Guaicurus foi decretada pela Prefeitura por até 180 dias. Com a medida, a gestão operacional, administrativa e financeira do sistema passou temporariamente para uma equipe interventora, embora o consórcio continue sendo o concessionário formal do transporte coletivo.
O grupo nomeado pelo município terá acesso às garagens, veículos, documentos, sistemas de bilhetagem e demais informações internas para realizar um diagnóstico detalhado da concessão. O objetivo é identificar problemas operacionais, financeiros e contratuais apontados ao longo dos últimos anos.
Apesar da expectativa dos passageiros, a equipe responsável pela intervenção já informou que não haverá mudanças imediatas na frota, nos itinerários ou nos horários. A primeira etapa será levantar dados sobre a situação do sistema, incluindo manutenção dos ônibus, arrecadação e cumprimento das obrigações previstas no contrato.
Segundo a Prefeitura, a decisão foi motivada por sucessivas reclamações dos usuários, além de relatórios técnicos, decisões judiciais e problemas relacionados ao descumprimento de horários, redução da frota em circulação, falhas de manutenção e questões de segurança dos passageiros.
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