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05/01/2017 06:00

Nas ruas, buracos até em farmácia e dinheiro para a Coca

Waldemar Gonçalves

Paga uma Coca – Andando pelas ruas para fiscalizar o serviço de tapa-buracos, o prefeito de Campo Grande, Marquinhos Trad (PSD), encontrou uma equipe em pleno horário de almoço, ontem. “Ô prefeito, paga uma Coca aí”, disse um dos operários. Marquinhos sacou a carteira e garantiu o refrigerante da turma.

Capricha – Em outra vistoria, Marquinhos, advogado por formação, atacou de engenheiro para orientar a equipe na manutenção da rua. “Antes de jogar a massa, prepare bem o terreno. Pode caprichar na espessura”.

De novo – Aliás, em três dias de gestão, fiscalizar o serviço de tapa-buracos tem sido uma constante na agenda de Marquinhos. Ele também tem feito visitas de surpresa a unidades de saúde.

Dicas, fotos e buzinadas – Em cada vistoria, não faltam dicas do próprio prefeito aos fiscais, de como deveria ser assentada a massa asfáltica para que o buraco não abra na primeira chuva. As fotografias de ‘fãs’ e buzinadas de quem passa no momento das vistorias também são muitas.

Buracos na farmácia – No Tiradentes, os buracos não estão só nas ruas. Na farmácia da unidade de saúde do bairro, as prateleiras estavam cheias deles. Causados pela faltava de remédios. “Nunca vi algo assim”, disse um funcionário.

Surpresa mesmo – Marquinhos tem, de fato, chegado sem avisar nos postos de saúde. A reportagem apareceu antes dele ontem, no Tiradentes, e perguntou sobre o prefeito aos funcionários, que não sabiam de nada.

Vem comigo – O prefeito chegou no posto de saúde do Tiradentes acompanhado do avô da esposa, Tatiana, o médico pediatra Walter Martinho, de 82 anos, ex-vereador em Três Lagoas e que acaba de se aposentar. Para fazer o diagnóstico da saúde, Marquinhos também conversa com todos, do paciente ao farmacêutico.

Altruísta – Para o prefeito de Campo Grande, a atitude do governador, Reinaldo Azambuja (PSDB), de oferecer ajuda à Capital, foi “altruísta e republicana”. Além de demonstrar vontade em tirar a cidade do caos.

Nova fase – O governador, por sua vez, fala em nova fase, depois de dois anos em que não foi possível estabelecer o diálogo entre a Prefeitura de Campo Grande e o Executivo Estadual. “Construindo um diálogo aberto e permanente, junto aos 79 municípios, trabalhamos as demandas que são comuns e melhoramos, desta forma, ainda mais a vida das pessoas”.

Lembrança ruim – Ao conversar com os funcionários da Omep e Seleta, na Câmara Municipal, o prefeito disse não saber se de fato existe servidor fantasma “ou se foi equívoco do Ministério Público”. Mas, afirmou, a um plenário lotado, que entende a dor deles, pois sentiu na pele o que é ser chamado de funcionário fantasma, já que ele próprio assim foi colocado durante a campanha eleitoral.

(com Alberto Dias e Mayara Bueno)

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