"Fundão" eleitoral dita abismo financeiro entre candidatos ao Governo
Apenas quatro dos oito postulantes ao cargo máximo no Parque dos Poderes já registraram receitas no TSE

Já são 15 dias de campanha eleitoral pelo Governo de Mato Grosso do Sul e já é possível ver um verdadeiro abismo financeiro entre os concorrentes. Dados da prestação de contas do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) mostram que, dos oito candidatos ao Parque dos Poderes, metade ainda não declarou nenhuma arrecadação, enquanto uma minoria já movimenta o FEFC (Fundo Especial de Financiamento de Campanha), o popular "Fundão".
RESUMO
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Dados do TSE mostram disparidade financeira entre candidatos ao governo de Mato Grosso do Sul após 15 dias de campanha. Fábio Trad (PT) lidera com R$ 1,8 milhão, seguido por Eduardo Riedel (PP), com R$ 1,07 milhão. João Henrique Catan (Novo) tem R$ 34 mil e Lucien Rezende (PSOL), R$ 90 mil. Metade dos oito candidatos ainda não declarou arrecadação ao TSE.
No topo do ranking de arrecadação está Fábio Trad (PT), com pouco mais de R$ 1,8 milhão em receitas. Quase todo o valor veio diretamente do fundo especial repassado pela direção nacional do partido, com exceção de R$ 5 mil depositados por ele mesmo, em regime de autofinanciamento.
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Na sequência aparece o candidato Eduardo Riedel (PP), com R$ 1,07 milhão declarado até o momento. A maior parte também tem origem pública: R$ 1 milhão repassado pelo Fundo Eleitoral da legenda. O restante é composto por 2 doações de pessoas físicas, que somam R$ 70 mil (uma de R$ 40 mil e outra de R$ 30 mil).
Com uma estratégia focada no liberalismo e no enxugamento de gastos públicos, João Henrique Catan (Novo) registrou R$ 34 mil em caixa. O valor é composto por R$ 18 mil do fundo especial enviado pela sigla e R$ 16 mil arrecadados por meio de financiamento coletivo, a chamada "vaquinha virtual").
Já Lucien Rezende (PSOL) conta com R$ 90 mil para tocar a estrutura de campanha ao Governo do Estado. Todo o montante declarado à Justiça Eleitoral até agora é oriundo de repasse do Fundo Eleitoral do partido.
Campanhas no "zero a zero" - Na outra ponta da tabela, a prestação de contas reflete a lentidão ou a escassez de recursos de partidos com menor representatividade no Congresso Nacional, sendo o indicador que define o tamanho da fatia do Fundo Eleitoral a que cada sigla tem direito.
Delcídio Amaral (PRD) registra até o momento apenas R$ 150, valor proveniente de uma única doação feita por pessoa física. Enquanto os candidatos Daniel Lemes (PCO), Renato Gomes (DC) e Jeferson Bezerra (Agir) continuam com zero reais declarados no sistema do TSE.
Pela legislação eleitoral, os candidatos e partidos têm prazos específicos para prestar contas parciais e finais das receitas e despesas. A ausência de declaração de recursos neste momento pode indicar desde o atraso na inclusão dos dados no sistema do TSE até a realização de campanhas de baixíssimo custo, sem movimentação bancária expressiva até aqui.
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