Mesmo longe, Alan leva MS em forma de arte para todo canto
Atualmente morando em São Paulo, Alan faz xilogravuras que divulgam e exaltam a cultura de Mato Grosso do Sul
Mesmo longe de casa, o artista sul-mato-grossense Alan Eleutério, de 28 anos, encontrou na arte uma forma de manter vivas as raízes e a identidade cultural de onde nasceu. Natural de Campo Grande, ele mora atualmente em Mogi Mirim, no interior de São Paulo, mas faz questão de produzir xilogravuras que divulguem e exaltem a cultura de Mato Grosso do Sul.
Geógrafo de formação, Alan conta que o interesse pelo desenho surgiu ainda na infância, mas foi aos 14 anos, durante um período em Porto Alegre, que teve o primeiro contato com a xilogravura, técnica que consiste em talhar a madeira, aplicar tinta e transferir a imagem para o papel, como um carimbo.

O aprendizado veio em um trabalho escolar sobre literatura de cordel e acabou despertando uma paixão que, anos depois, ele decidiu retomar. “Eu sempre gostei de desenhar, mas foi ali que descobri a xilogravura e comecei a produzir minhas primeiras obras”, lembra.
Apesar de seguir carreira na área da geografia, há cerca de um ano ele voltou a se dedicar com mais intensidade à arte, agora com um propósito de contar histórias sul-mato-grossenses.
Entre os trabalhos, Alan já produziu onça-pintada, animal símbolo do Pantanal e a figura do homem pantaneiro conduzindo uma comitiva, inspirada pela música “Comitiva Esperança”.
Além das paisagens e personagens do Pantanal, Alan também quer resgatar memórias afetivas de Campo Grande. Recentemente, ele fez uma obra inspirada na fachada do antigo Cine Campo Grande. “É um espaço tradicional da cidade que marcou gerações. Foi um lugar onde assisti muitos filmes e tenho boas lembranças. Quis homenagear esse espaço tão importante”, explica.
Mesmo vivendo fora, o artista pontua que o distanciamento só aumentou a conexão com a terra natal. “Quando você sai do Mato Grosso do Sul e começa a estudar mais sobre a história, percebe o quanto ela é rica”, comenta.
Confira a galeria de imagens:
O interesse pela história local também aparece nos próximos projetos. Entre eles, está a releitura dos guerreiros guaicurus, povos originários da região, além da continuidade da coleção voltada ao Pantanal.
Segundo Alan, a ideia é unir pesquisa histórica e arte para valorizar a cultura do Estado. “Meu objetivo é flertar com a história do Mato Grosso do Sul e remontar essas narrativas por meio da xilogravura, que ainda é pouco explorada por aqui”, finaliza.
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