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Comportamento

Felipe decidiu quebrar e jogar fora o narguilé após 14 anos de vício

“O problema do vício, é não ter um propósito maior que ele”, expressa o empresário e jornalista

Por Bárbara Cavalcanti | 13/05/2021 12:46


Ontem de manhã, o empresário e jornalista natural de Bonito, Felipe Copat, fumou o que espera ter sido seu último narguilé. “Eu só tinha dois carvões e uma essência. Cara, foi meu último narguilé”, jura.  “Na hora bateu uma tristeza assim, mas depois me perguntei: ‘Qual vai ser sua decisão? Vai confiar ou não?’”, relata. Então, quebrou o narguilé e jogou no lixo. Agora começa para Felipe um novo ciclo após 14 anos de vício.

O vídeo está nas redes sociais. “Eu gravei para mostrar para a minha mãe. Mas tornei público o problema porque quero ajudar as pessoas. Eu não me importo com que vão dizer, mas acredito que vão ter pessoas que vão se identificar”, explica.

De acordo com Felipe vícios em geral são sintomas de um problema maior e consequências de uma vida ruim. “O problema não é o vício, é ter um propósito maior que ele”, declara. Ele reforça que para vencer vícios, as pessoas precisam se concentrar na causa. “Eu sou contra essas proibições. A pessoa tem que pensar na causa, o porquê por trás daquilo, é uma coisa muito pessoal. Só assim ela vai ser vai conseguir ‘mudar a válvula’”, reforça. E diz que espera que esse seja o efeito de ter tonado público sua decisão. “Se eu transformar a vida de uma pessoa, a minha vida já valeu a pena”, expressa.

Nas redes sociais, Felipe esbanjava o vício em fumar narguilé diariamente. (Foto: Arquivo Pessoal)
Nas redes sociais, Felipe esbanjava o vício em fumar narguilé diariamente. (Foto: Arquivo Pessoal)

A decisão de interromper o vício veio a partir do foco na espiritualidade. “Eu sou convertido há dez anos e o narguilé nunca interferiu em nada, nunca vi problema, pois não é ilegal. Isso não me impede de ser quem eu sou, tanto que eu convivo com as pessoas, sempre saí, nunca me atrapalhou. Mas agora meu foco é outro, quero parar de usar o narguilé como muleta e focar em outras coisas, principalmente na minha espiritualidade que de uns três anos para cá venho tentando trabalhar”, detalha.

Para Felipe, interromper esse vício não tem necessariamente a ver com a religiosidade e sim com fazer o bem.

“É incoerente a minha vida não ser transformada, já que minha busca é pela transformação”.

Esse não é o primeiro vício que Felipe encara de mudar. Ele relata que já conseguiu largar a pornografia. “Foi muito difícil, eu não consegui de primeira. Eu quebrei o narguilé pra ele não ficar ali sempre a minha disposição, então acredito que dessa vez vai ser mais fácil’, comenta. O próximo passo é largar o vício do refrigerante. “Uma semana sem coca e eu fico com dor de cabeça, mas pelo menos eu já troquei pela coca zero. Uma hora eu chego lá”, brinca.

Ele ainda diz que essa mudança pessoal também não vai interferir na vida social e acredita que o ambiente não vai atrapalhar. “Todos os meus amigos fumam narguilé, mas eu não vou deixar de sair com eles. A decisão é minha”, explica. "Se alguém quiser mudar, que mude porque quer realmente mudar a própria vida. Se quiser mudar por causa da espiritualidade, eu recomendo", acrescenta.

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