O que era terapia vira forma de ganhar dinheiro com cheiro de frutas
O que começou por acaso se tornou um negócio para uma delas, que encontrou no trabalho manual um alívio

Jasmine Leite de Souza Gonçalves, de 31 anos, queria trabalhar com design. O que ela não esperava era que usaria os conhecimentos para fazer velas aromáticas em formatos de frutas com os amigos. A história parece sem pé nem cabeça, mas, sem querer, a coisa acabou sendo a salvação profissional para ela. Com cheiros suaves, o grupo quer levar o Brasil para a casa de quem compra.
RESUMO
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Quatro amigas de Campo Grande transformaram a compra de uma marca de velas em negócio próprio. A Caju produz velas artesanais com cera vegetal de coco, essência premium e pavio de algodão, sem parafina. Com fragrâncias inspiradas em frutas brasileiras, a marca participa de duas feiras da cidade e vende velas a partir de R$ 50. O maior desafio, segundo as sócias, é convencer o cliente a comprar, não a produção em si.
Fragrâncias como laranja, manga, caju, pêssego, melancia, tangerina, morango e a salada de frutas, que é a mistura de todas elas, fazem parte do catálogo.
Jasmine conta que tudo começou com uma ideia repentina. A história da Caju Cajuína começou quando as amigas descobriram que uma mulher, antiga dona, estava vendendo a marca. Elas compraram toda a estrutura, mas decidiram reformular praticamente tudo.
“Eu fico na parte da produção. A Ailyn Farias Menqui de Melo praticamente é nossa CEO, administra a Caju, mas agora está de licença-maternidade. A Giulia Viana ajuda muito no marketing e a Larissa Anjos é médica e participa bastante das vendas”.
Mesmo sendo liderada pelas sócias, a empresa também recebe apoio dos maridos. Um deles, Carlos Eduardo Costa Kirch, acabou entrando diretamente na rotina do negócio, ajudando principalmente na produção de conteúdo e na administração.
“Quando vimos as velas, sentimos que não tinham muito a nossa cara. Então reformulamos quase tudo”, lembra Jasmine. Apenas uma fragrância permaneceu intacta: a Borogodó. “Foi a única que ficou porque ela realmente é sensacional.”
As negociações começaram em dezembro de 2024 e, em 2025, a compra foi concluída oficialmente. Desde então, as quatro amigas passaram a dividir funções e organizar o crescimento da empresa.

A proposta da marca foi definida logo no início: produzir velas artesanais com matérias-primas mais sustentáveis e menos tóxicas. “Nossas velas são feitas com cera vegetal de coco, nada de parafina. Também usamos essência premium e pavio de algodão”, explica Jasmine.
Segundo ela, a diferença aparece tanto na duração quanto na experiência sensorial. “A vela dura mais, não é tóxica, é mais sustentável e o exalar da fragrância fica melhor também.”
Ela admite que a lógica da empresa vai até na contramão do mercado. “Se o produto dura muito, talvez a pessoa demore mais pra comprar outra. Mas, pra gente, entregar algo que realmente vale a pena vem em primeiro lugar.”
Formada em design, Jasmine conta que não estava conseguindo trabalhar na área antes da Caju Cajuína aparecer em sua vida. “Foi uma proposta de empreender que surgiu de surpresa. Eu gosto muito de trabalhos manuais e fazer vela pra mim é terapêutico. A Caju foi um presente.”
Jasmine mostra o processo de confecção e conta que é relativamente simples, mas exige atenção nos detalhes. Depois da receita pronta, feita basicamente com cera e essência, o conteúdo é despejado nos recipientes. A secagem é rápida. Em seguida, ela usa um soprador para deixar a superfície reta e brilhante. Já as velinhas perfumadas usadas em difusores exigem mais trabalho, principalmente porque têm formatos de frutas.
“São as wax melts, ceras perfumadas. Elas dão mais trabalho, mas ficam lindas. Nós temos pêssego, manga, melancia, tangerina, morango e a salada de frutas, que é a mistura de todas elas.”
Apesar de a produção ser considerada tranquila, Jasmine afirma que o maior desafio é outro: vender! “Fazer é fácil. Embalar, colocar adesivo, produzir em quantidade, isso acaba ficando automático. Agora vender, convencer alguém de que aquele cheirinho vale a pena, aí sim é difícil.”

Entre as fragrâncias vendidas pelas amigas, a mais popular é a Borogodó, feita com notas de laranja, toranja, grapefruit e cassis. Ali, a proposta é criar um aroma alegre, cítrico e sofisticado. Outras fragrâncias também apostam em memórias afetivas e sensações acolhedoras.
A Águas de Março remete à brisa do mar e à chuva suave, com notas de limão-siciliano e melão, enquanto a Cheiro de Amor mistura jasmim, rosa, baunilha e sândalo. Já a Morena Tropicana aposta em notas de manga verde, laranja madura e caramelo. A fragrância Anunciação traz canela, mandarina, baunilha e fava-tonka.
Atualmente, a Caju vende velas de 90g por R$ 59, versões de 200g por R$ 110,90 e modelos especiais de 50g por R$ 50. Os difusores custam R$ 69 e as velas em formato de frutas saem por R$ 69,90.
A marca começou a participar de feiras em julho de 2025 e rapidamente ganhou espaço. Hoje, participa de duas: a do Bosque da Paz e a Borogodó, as maiores feiras da cidade. “A gente começou e virou oportunidade. E deu super certo.”
Além das feiras também é possível comprar os produtos pelo Instagram da marca Caju Cajuína - Velas aromáticas.
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