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Diversão

Festival de Cinema de Bonito cresce e espera público recorde em 2026

Diretor fala no lançamento nesta manhã: "Nós precisamos nos ver mais nas telas"

Por Thailla Torres e Natália Olliver | 30/06/2026 11:54
Festival de Cinema de Bonito cresce e espera público recorde em 2026
Programação, totalmente gratuita, foi lançada oficialmente nesta terça-feira (30) no Bioparque Pantanal (Foto: Juliano Almeida)

O Bonito Cinesur – Festival de Cinema Sul-Americano chega à quarta edição, entre os dias 24 de julho e 1º de agosto, já como um dos principais eventos dedicados ao cinema latino-americano no Brasil. A organização lançou oficialmente, nesta terça-feira (30), a programação totalmente gratuita no Bioparque Pantanal. O evento terá exibição de filmes, oficinas, debates e atividades culturais, além da presença de artistas e cineastas do Brasil e de outros países da América do Sul.

Durante o lançamento, o diretor do Bonito Cinesur, Nilson Rodrigues, destacou o crescimento do evento desde a primeira edição.

"Quando a gente começa um projeto é sempre mais difícil. Um projeto novo, as pessoas não têm confiança se aquilo vai dar certo. Então ele vem crescendo e, quando você já chega na quarta edição, como é o nosso caso agora, e o projeto veio crescendo ao longo do tempo, veio adquirindo credibilidade, tanto internamente, no Brasil, como nos outros países da América do Sul, ele se afirma", afirmou.

Festival de Cinema de Bonito cresce e espera público recorde em 2026
Diretor do Bonito Cinesur, Nilson Rodrigues, destacou o crescimento do evento (Foto: Natália Olliver)

Para ele, o festival já se tornou uma referência para o cinema sul-americano. "Eu diria hoje que nós somos uma referência do cinema sul-americano e o nosso objetivo desde o início era esse: fazer de Mato Grosso do Sul e de Bonito o ponto de encontro das cinematografias sul-americanas."

Segundo Nilson, o momento também é positivo para o cinema brasileiro, impulsionado pelo reconhecimento internacional recente.

"O cinema brasileiro vem bem há muito tempo. Nós temos uma produção muito pujante, muito criativa. É claro que esses prêmios estimulam, divulgam o nosso cinema e nos dão alegria, mas eles são mais um reconhecimento daquilo que já está sendo feito."

Ele acredita que um dos desafios ainda é ampliar o espaço do cinema latino-americano nas telas. "Nós precisamos nos ver mais nas telas de cinema."

Neste ano, o festival reúne 32 produções de 10 países sul-americanos e espera bater um novo recorde de público. Em 2024, mais de 5 mil pessoas passaram pelo evento. Em 2025, esse número saltou para 9 mil, e a expectativa para esta edição é ainda maior.

Também são esperados mais de 150 convidados nacionais e internacionais, entre atores, diretores, produtores e profissionais do audiovisual.

Cinema e turismo de mãos dadas

Para o prefeito de Bonito, Josmail Rodrigues, o festival se transformou em uma importante ferramenta de divulgação do município. "Tem que acreditar no cinema. É um sofrimento começar e acreditar em um projeto que deu certo", afirmou.

Segundo ele, o objetivo é fazer com que Bonito seja cada vez mais reconhecida internacionalmente. "É uma oportunidade de divulgar a cidade para o mundo. Quero Bonito reconhecida internacionalmente."

Além do impacto cultural, o prefeito destacou os reflexos na economia. "Eu acredito que abrir as portas para o cinema, como os livros e a Flib, é geração de economia e renda."

Gianecchini confirmado

Entre as novidades da edição deste ano está a presença do ator Reynaldo Gianecchini, que será o apresentador da cerimônia de abertura do festival.

A edição também prestará homenagem à atriz, diretora e dramaturga chilena Paulina García, vencedora do Urso de Prata de Melhor Atriz no Festival de Berlim pelo filme Gloria. O longa Querido Trópico foi escolhido para abrir a programação.

Outro convidado especial será o ator Bruno Gagliasso. Já o documentarista Vincent Carelli receberá uma homenagem pela contribuição ao cinema ambiental.

Pela primeira vez, a Mostra Competitiva de Filme Sul-Mato-Grossense terá oito produções selecionadas, ampliando o espaço dedicado aos realizadores do Estado.

Os filmes escolhidos são:

  • Ao Sul do Sol
  • Filhos do Litoral Central
  • Fronteiriças
  • Higa Ke – Olho por Olho
  • Mapago
  • Natasha
  • Quatro Luas Pantaneiras
  • Vípuxovuko – Aldeia

Além das produções de Mato Grosso do Sul, a programação reúne filmes do Brasil, Argentina, Chile, Paraguai, Peru, Bolívia, Colômbia, Venezuela, Uruguai e Equador.

Na mostra competitiva de longas sul-americanos concorrem seis produções:

  • A Vida de Cada Um (Brasil)
  • El Hombre de la Luz (Venezuela e Colômbia)
  • Hijo Mayor (Argentina e França)
  • La Noche Está Marchándose Ya (Argentina)
  • Naira (Peru)
  • ¿Quién Mató a Narciso? (Paraguai)

Já a competição de curtas reúne:

  • A Vida de Jerônimo Dentro e Fora da Casca (Brasil)
  • Benteveo (Argentina)
  • Escena Final (Argentina)
  • Futura Licenciada (Chile)
  • Sukua (Colômbia)
  • Vermelho de Bolinhas (Brasil)

Além das exibições, o festival contará com cursos, oficinas, palestras e atividades voltadas para estudantes, todos gratuitos.

Para quem participar do Bonito Cinesur, Nilson Rodrigues resume a experiência em poucas palavras: "Filmes incríveis, filmes novos e diversos olhares sobre a América do Sul. Nós precisamos nos conhecer mais e nos ver mais nas telas de cinema."

O festival é uma realização da AACIC (Associação Amigos do Cinema e da Cultura), em parceria com o Ministério da Cultura (Governo Federal), por meio de emenda parlamentar do deputado federal Vander Loubet (PT-MS). Conta com patrocínio da Caixa Econômica Federal, do Sesc e da Fecomércio. Tem o apoio da Secretaria Municipal de Turismo e Desenvolvimento Econômico, da Prefeitura de Bonito, da Fundtur (Fundação de Turismo) e do Governo de Mato Grosso do Sul.