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Campo Grande, Quarta-feira, 20 de Fevereiro de 2019

16/01/2019 08:34

Paisagismo produtivo é decoração natural para se comer com boca e olhos

Engenheira Agrônoma une paisagismo com alimentação saudável e tem opção de decoração até para quem acha que não tem espaço em casa.

Gustavo Maia
Ana Rosa desenvolve paisagismo produtivo para dar utilidade ao que já é agradável. (Foto: Gustavo Maia)Ana Rosa desenvolve paisagismo produtivo para dar utilidade ao que já é agradável. (Foto: Gustavo Maia)

Todo mundo tá acostumado a ver plantas na decoração. Seja dentro de casa ou ao ar livre, as plantinhas estão por toda parte. Mas e se a gente aproveitasse essa decoração para não só enfeitar o lugar, mas para  garantir o almoço ou até uma bebida?

A engenheira agrônoma Ana Rosa até vendeu sal mineral e trabalhou em estudo de sementes de pastagem, mas foi no paisagismo que ela se encontrou.“É uma coisa que eu sempre gostei. Sempre mexia alguma coisa na casa da minha mãe, na fazenda do meu pai, dos amigos. Até que eu decidi me especializar e fazer cursos na área”. E foi aí que ela percebeu o quanto as pessoas se apegavam apenas à função estética das plantas, sem notar que é possível unir o útil ao agradável e cultivar plantas que além de decorativas, podem ser terapêuticas e até alimentícias.

Quando o filho Francisco chegou, a vontade aumentou. Por ser alérgico a corantes e conservantes, também mudou o hábito alimentar da família. Ana começou a pesquisar mais a fundo sobre alimentos orgânicos e aos poucos foi substituindo os ingredientes nas receitas de casa. A partir daí ela teve contato as PANCs - as Plantas Alimentícias Não Convencionais. “Quando eu descobri essas plantas, comecei a aprender receitas cada vez mais naturais. Conheci o pessoal “dos orgânicos”, fiz cursos de PANC pra saber como preparar os alimentos - o que pode comer e o que não pode - e aí meu interesse sobre isso só aumentou”, conta ela, explicando que as PANCs muitas vezes são rústicas, ou seja, nascem espontaneamente em quintais e terrenos baldios, sem precisar serem cultivadas ou de muito cuidado, por isso são confundidas com ervas daninhas ou “apenas mato”.

Engenheira agrônoma se encontrou no paisagismo. (Foto: Gustavo Maia)Engenheira agrônoma se encontrou no paisagismo. (Foto: Gustavo Maia)

Unindo o paisagismo e a alimentação orgânica, Ana decidiu explorar o cultivo de plantas funcionais na decoração dos ambientes e diz que a velha desculpa da falta de espaço já não cola. Ela traz soluções até para quem mora em apartamento - modelo de casa onde geralmente tudo é apertadinho. Pode ser numa sacada, num cantinho do escritório, numa mesa de centro, ou até em cima da geladeira. “Aqui mesmo a gente não tem quintal, mas dá pra plantar num vasinho, pendurar num pallet, aqui tem planta pendurada até dentro do banheiro”, revela.

“Por que não trabalhar com um paisagismo diferente, mais orgânico, pra gente se beneficiar dele? Tem muita gente trabalhando nesse sentido. Então por que não começar a trabalhar esses novos costumes, começar a colocar essas ideias na cabeça das pessoas? Quer colocar uma árvore frutífera? Então vamos colocar alguma da nossa região. Vamos colocar alguma erva que a gente possa cozinhar, fazer um chá, fazer um banho”, explica a agrônoma, acrescentando que também é possível cultivar ervas que atraem pássaros ou insetos como borboletas e abelhas, que auxiliam na polinização das plantas fazendo com que floresçam e frutifiquem.


Ana diz que é possível criar uma decoração que combine com o ambiente e com a pessoa da casa, e ao mesmo tempo que seja útil, como plantas medicinais que servem para fazer chá, por exemplo, e auxiliam no tratamento de alguma doença. E tudo isso sem precisar criar um jardim ou uma horta em casa. “Não precisa de jardineiro, de caçamba, de nada disso. Como é uma coisa menor, eu mesma com um ajudante posso dar conta. Eu vejo as características da pessoa, os elementos que ela tem em casa, o que ela quer fazer”, explica.

Além das folhas e raízes que comemos, as plantas têm uma parte que sempre é esquecida por todo mundo quando o assunto é comida: as flores. Mas Ana lembra que muitas delas são comestíveis e podem ser usadas em várias receitas. “Salada, no chá, na forma de tempero, num refogado, ou até crua mesmo. As pessoas não sabem que a flor jasmim-manga é comestível. A própria flor do manjericão, dá pra se fazer a finalização de um prato, fazer um chá, eu não como só a folha do manjericão, como a flor também”, conta ela, citando ainda outras flores que podem ser comidas, como a capuchinha e a ora-pro-nóbis.

Mas as plantas, além de ornamentais, não servem apenas para alimento ou para fazer remédio. “Quem nunca ouviu falar de uma guiné, de uma arruda, de uma pimenta? Dependendo da energia da pessoa que entra na sua casa, a planta no outro dia tá morta. Isso existe”, afirma ela, sobre as plantas que têm o poder de filtrar as más energias dos ambientes, que não conseguimos comprovar cientificamente mas todo mundo aprendeu com a avó que funciona.

Além delas, existem as que têm a habilidade de reter algumas substâncias químicas que podem ser prejudiciais à nossa saúde. “Todas as plantas em geral são purificadoras, por absorverem o gás carbônico e liberarem o oxigênio, mas algumas são mais potentes quanto a isso, que são mais indicadas para se ter dentro de casa. Tem plantas que purificam o ambiente de produtos químicos que a gente usa no dia a dia como produtos de limpeza, benzeno, tinta de cabelo, poeira”, explica Ana.

Quem quiser conhecer um pouco mais sobre o Paisagismo Produtivo, da Ana Rosa, basta visitar o perfil do projeto no instagram, onde ela dá várias dicas sobre flores que são comida, plantas que purificam a energia da casa, receitas naturais, entre outras orientações sobre alimentação saudável e decoração de ambientes com a saúde que só a natureza pode nos oferecer.

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Com pouco espaço em casa, mas com criatividade, é possível cultivar um pouquinho de tudo. (Foto: Gustavo Maia)Com pouco espaço em casa, mas com criatividade, é possível cultivar um pouquinho de tudo. (Foto: Gustavo Maia)


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