ACOMPANHE-NOS     Campo Grande News no Facebook Campo Grande News no X Campo Grande News no Instagram Campo Grande News no TikTok Campo Grande News no Youtube
SETEMBRO, QUARTA  09    CAMPO GRANDE 21º

Lado Rural

Milho chega a 94,9% colhido, enquanto produtores já preparam safra de soja em MS

Levantamento aponta cerca de 2,09 milhões de hectares colhidos e projeta produção de 16 milhões de toneladas

Por Jhefferson Gamarra | 09/09/2026 13:55
Milho chega a 94,9% colhido, enquanto produtores já preparam safra de soja em MS
Maquinário empenhado na colheita fazenda de Caarapó (Foto: Aprosoja/Divulgação)

A colheita do milho segunda safra 2025/2026 alcançou 94,9% da área acompanhada em Mato Grosso do Sul, segundo levantamento do Projeto SIGA-MS, executado pela Aprosoja/MS com recursos do Fundems/Semadesc. Até 4 de setembro, aproximadamente 2,09 milhões de hectares já haviam sido colhidos no Estado.

RESUMO

Nossa ferramenta de IA resume a notícia para você!

A colheita do milho segunda safra 2025/2026 em Mato Grosso do Sul atingiu 94,9% da área acompanhada, com 2,09 milhões de hectares já colhidos até 4 de setembro, segundo o Projeto SIGA-MS. A produção estadual está projetada em 16,254 milhões de toneladas, volume 16,7% superior ao da safra anterior, com produtividades variando entre 40 e 192 sacas por hectare nas áreas avaliadas.

O ritmo, porém, varia entre as principais regiões produtoras. A região Norte está praticamente no fim dos trabalhos, com 99,7% da área colhida. No Sul, o índice chegou a 94,5%, enquanto a região Centro registrou 93,8%.

A área total estimada para o milho segunda safra em Mato Grosso do Sul é de 2,206 milhões de hectares. A produção estadual está projetada em 16,254 milhões de toneladas, volume 16,7% superior ao registrado na safra 2024/2025.

Os números ainda são preliminares e podem ser revisados conforme o levantamento de produtividade avance. Até agora, foram realizadas 354 avaliações de campo, correspondentes a aproximadamente 18% da área cultivada. A metodologia prevê a consolidação dos dados após a ampliação da amostragem e a conclusão do estudo de uso e ocupação do solo.

O acompanhamento é feito por técnicos da Aprosoja/MS em diferentes regiões produtoras. As equipes avaliam o estágio das lavouras, as condições gerais das plantações, as operações realizadas, a produtividade e os efeitos das condições climáticas sobre o desenvolvimento da cultura.

Produtividade supera estimativa inicial - Além do avanço da colheita, o levantamento mostra um cenário de potencial produtivo acima da previsão inicial feita para a safra. A estimativa de partida era de 84,16 sacas por hectare, enquanto as áreas já avaliadas apresentam resultados superiores em diferentes municípios.

Até o momento, as produtividades registradas variam de 40 a 192 sacas por hectare, mostrando uma diferença significativa entre as áreas acompanhadas.

Entre os municípios com os maiores índices estão Três Lagoas, com média de 174,3 sacas por hectare; Alcinópolis, com 167,8 sacas; Camapuã, com 165,3 sacas; e Rio Negro, com 162 sacas por hectare.

Para o analista técnico da Aprosoja/MS, Lucas Santana, os resultados demonstram o potencial encontrado em diferentes regiões, mas também refletem as particularidades de cada área.

“Os resultados observados até o momento mostram que uma parcela significativa das lavouras conseguiu expressar um bom potencial produtivo. O acompanhamento de campo tem identificado áreas com elevado rendimento, resultado de um conjunto de fatores que envolve o estabelecimento adequado da cultura, o manejo realizado ao longo do ciclo e as condições climáticas encontradas nas diferentes regiões”.

Condição das lavouras é predominantemente boa - Apesar das diferenças regionais, o levantamento aponta que, de maneira geral, as lavouras apresentam condições predominantemente boas.

Na região Oeste, 88% das áreas avaliadas foram classificadas como boas. Outros 10% estão em condição regular e 2% foram consideradas ruins.

No Centro, 77% das áreas estão em boas condições, enquanto 14% foram classificadas como regulares e 9% como ruins.

A região Nordeste apresenta 68% das áreas em boas condições, 26% regulares e 6% ruins. Já no Sul, o levantamento mostra uma situação mais heterogênea: 58% das lavouras foram classificadas como boas, 18% regulares e 24% ruins.

As diferenças são relacionadas a fatores como distribuição das chuvas, período em que a cultura foi semeada, condições do solo e manejo adotado pelos produtores.

Chuva ajuda, mas ventos preocupam áreas ainda no campo - Na primeira semana de setembro, foram registrados volumes de chuva entre 5 e 55 milímetros em diferentes regiões de Mato Grosso do Sul. As precipitações contribuíram para a manutenção da umidade do solo e também favoreceram o avanço das atividades de preparação das propriedades para a próxima safra.

Para as áreas que ainda não foram colhidas, no entanto, as condições climáticas continuam entre os principais pontos de atenção. O risco de ventos fortes pode provocar acamamento e quebramento das plantas, dificultando a colheita e aumentando a possibilidade de perdas.

Segundo Lucas Santana, o produtor precisa acompanhar as condições climáticas e o ponto adequado para a retirada do milho.

“Nas áreas que ainda estão em campo, o produtor precisa manter atenção principalmente às condições climáticas e ao ponto de colheita. O risco de vendavais exige cuidado, porque pode provocar acamamento e quebramento de plantas, dificultando a operação e podendo gerar perdas. Por isso, o acompanhamento da lavoura até a retirada do milho é fundamental”.

Com 94,9% da área já colhida, o Estado se aproxima do encerramento da segunda safra, enquanto os dados de produtividade continuam sendo consolidados para definir com maior precisão o resultado final do ciclo.

Propriedades já começam a preparar próxima safra - Com o avanço para a reta final da colheita do milho, o foco das propriedades também começa a se voltar para a safra de soja 2026/2027.

As equipes do Projeto SIGA-MS já acompanham atividades relacionadas à preparação das áreas, como correção do solo, dessecação pré-plantio e demais trabalhos destinados a garantir condições adequadas para o estabelecimento da nova cultura.

Assim, enquanto os últimos hectares de milho ainda são retirados do campo, produtores de diferentes regiões de Mato Grosso do Sul já iniciam a transição para o próximo ciclo agrícola.