Força-tarefa retira arara de cerca elétrica e encaminha ave para reabilitação
Animal estava com pequenos ferimentos e recebeu os primeiros socorros antes de ser encaminhada ao CRAS
A arara-canindé que ficou presa em uma cerca elétrica na Avenida Manoel da Costa Lima, nas proximidades da UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul), foi resgatada nesta sexta-feira (28) após uma mobilização que envolveu moradores, duas médicas veterinárias e equipes ambientais.
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Uma arara-canindé presa em uma cerca elétrica no telhado de um imóvel na Avenida Manoel da Costa Lima foi resgatada com a ajuda de duas veterinárias e moradores. As profissionais acionaram órgãos ambientais e prestaram os primeiros socorros à ave, que tinha a asa esquerda machucada. A Polícia Militar Ambiental encaminhou o animal ao Centro de Reabilitação de Animais Silvestres.
A ave estava presa aos fios de uma cerca elétrica instalada em um telhado alto. Durante a espera pelo resgate, um funcionário de uma oficina tomou a iniciativa de subir no local com uma escada emprestada por moradores que acompanhavam a situação.
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Segundo a veterinária Fernanda Fabrício, 42 anos, o homem subiu no telhado alto e de eternit para conseguir retirar a arara. A reportagem não conseguiu localizar o funcionário que fez o resgate para ouvi-lo.
Antes disso, Fernanda e a veterinária e proprietária de uma clínica da região, Patrícia Alencar, 33 anos, haviam percebido a movimentação da ave. As duas contam que é comum encontrar araras na região e, inicialmente, acreditaram que elas estivessem se alimentando de frutas, como costumam fazer.
A situação chamou atenção quando o barulho persistiu. As veterinárias então perceberam que uma das aves estava presa nos fios e passaram a mobilizar moradores e acionar os órgãos ambientais.
Depois que foi retirada do telhado, a arara recebeu os primeiros socorros das veterinárias. Elas retiraram os fios que estavam presos à asa esquerda, que estava machucada. O animal também foi levado até a torneira da clínica para beber água. “O intuito era conseguir o resgate o quanto antes, porque o sol estava muito quente”, relata Fernanda.
Após a força-tarefa para o resgate, uma equipe da PMA-MS (Polícia Militar Ambiental de Mato Grosso do Sul) chegou ao local para realizar o atendimento. A arara foi encaminhada ao CRAS (Centro de Reabilitação de Animais Silvestres).
“O bom de tudo é que no final deu tudo certo, ela foi resgatada, protegida, e encaminhada com segurança para a PMA, os policiais foram super prestativos”, relata Fernanda.
Atendimento - A PMA informou que o atendimento pode demorar quando o animal está em um local de difícil acesso, principalmente em altura. Nesses casos, segundo a corporação, as equipes precisam do apoio de outros órgãos e instituições especializados nesse tipo de atendimento, com prioridade para a segurança do animal e dos profissionais envolvidos.
Ainda conforme a PMA, o Instituto Arara Azul é um dos parceiros que atuam no resgate de aves em locais altos.



