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Campo Grande, Domingo, 17 de Dezembro de 2017

24/09/2012 13:58

Adesivagem abre campanha pelo voto consciente, a 12 dias da eleição

Luciana Brazil
Se protegendo do sol, a procuradora Eleitoral Danilce Vanessa conversa com motorista sobre a divulgação do voto consciente. (Fotos:Minamar Júnior)Se protegendo do sol, a procuradora Eleitoral Danilce Vanessa conversa com motorista sobre a divulgação do voto consciente. (Fotos:Minamar Júnior)

A campanha estadual “Voto não tem preço, tem consequência”, lançada oficialmente na manhã de hoje, levou às ruas membros e servidores do Ministério Público Federal e Estadual em ações de conscientização contra a venda e compra de votos. A 12 dias da eleição, a campanha começou com a adesivagem de carros na avenida Afonso Pena, em frente a Procuradoria da República.

Pedindo que o leitor vote de forma consciente, a mobilização não se limita a Campo Grande e acontece nas 54 zonas eleitorais do Estado.

“Vai mais além do que o crime. Quando o cidadão se corrompe ele não tem condições morais para cobrar atitude do seu candidato”, destacou durante o lançamento o promotor e coordenador das Promotorias Eleitorais Edgar Roberto de Miranda.

A campanha, que fez os promotores e servidores vestirem a camisa, literalmente, continua na tarde de hoje, quando haverá panfletagem nos cinco principais terminais de ônibus da cidade.

À noite, promotores eleitorais vão até os bairros Dom Antônio, Coophavila II, Santa Emília, Nova Lima e Noroeste para conversar com moradores sobre o voto consciente. A programação do evento se estende até amanhã onde os combates contra a corrupção eleitoral se concentrarão na vila Nhá Nhá, Jardim Aeroporto, Moreninhas, Aero Rancho II e Novos Estados.

“É uma ação de aproximação junto à comunidade. O Ministério Público quer mostrar que é acessível e está pronto para receber as denúncias da comunidade”, destacou a procuradora Regional Eleitoral Danilce Vanessa Arte Ortiz Camy.

Realizada pelo MPF (Ministério Público Federal), MPE (Ministério Público Estadual), Associação Sul-Mato-Grossense dos Membros do Ministério Público (ASMMP), a campanha tem apoio da Fiems (Federação das Indústrias do Estado e de Mato Grosso do Sul).

Servidores e membros ajudam na adesivagem na Afonso Pena.Servidores e membros ajudam na adesivagem na Afonso Pena.
Motorista destaca a democracia como um dos principais valores da sociedade.Motorista destaca a democracia como um dos principais valores da sociedade.

Segundo o promotor Edgar Roberto, a parte da comunidade que mais precisa é, geralmente, a que mais se corrompe. “As pessoas que mais necessitam, são os que mais vendem o voto”.

O promotor explica também que o crime eleitoral acontece bem próximo às eleições. Ele afirma que por esse motivo a campanha foi lançada a poucos dias do dia 7 de outubro. “Geralmente dois ou três dias antes da votação é que o cidadão vende o voto. O candidato oferece dinheiro, oferece favores, tijolo, gasolina e sempre poucos dias antes da eleição”, disse o promotor.

A procuradora Danilce Vanessa classificou como uma questão cultural a venda de votos e se mostrou confiante na mudança de hábitos dos eleitores. “A venda de voto acontece de forma recorrente em todas as campanhas eleitorais. A corrupção prejudica toda a sociedade. O que deveria ser uma ação em prol de um benefício é apenas uma vantagem pessoal. Nós acreditamos que as pessoas possam se conscientizar”.

Além de chamar a atenção dos eleitores para as boas escolhas e alertar sobre os malefícios e consequências nefastas da venda de voto, a campanha pretende estimular denúncias de condutas ilícitas na campanha eleitoral.

Em todo Estado serão distribuídos 30 mil folders e 5 mil adesivos, além de 900 cartazes que serão afixados em locais públicos e locais de grande circulação.

Na rua: Com o semáforo fechado, autoridades do Ministério Público, Fiems e outros órgãos, abordavam os motoristas com o pedido simples de adesão à campanha que era autorizada com a adesivagem.

Faltando pouco para o sinal abrir, o assessor jurídico Alan Darlan afirmou que a venda ou compra de voto configuram um crime e ferem a democracia, um dos mais valiosos princípios do cidadão.

Depois de autorizar a colagem do adesivo, a jornalista Vanessa Dias, 27 anos, frisou que a conscientização é importante, mas acredita que a mudança na sociedade ainda vai demorar. “Ainda assim é importante a divulgação”.

De dentro do táxi, o motorista deixa claro que a apóia a ideia. “Tem que ter consciência”, disse saindo apressado.

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Um absurdo essa panfletagem. Fui abordada hoje por um desses servidores e ao recusar o adesivo no meu carro,o camarada me acusou de vender meu voto por isso não quis que meu carro fosse adesivado. Como assim? Me senti insultada e desrespeitada, pois como disse o Sr. Claudio Rodrigues, no comentário anterior, panfletar não é uma atitude que vá diminuir ou resolver o problema de compras de voto.
 
Juliana Silva em 25/09/2012 12:45:03
Essa adesivagem é interessante também estender o assunto sobre a pressão que servidores municipais especialmente da educação está sofrendo para adesivar )carros, e planfletar em semaforos) em favor de certas campanhas. Ou seja se não participar será punido com remoção de local de trabalho.
 
Jose da Roca em 25/09/2012 09:21:35
Quem se sente ofendido com esta atitude do Ministério Público, com certeza, compactua com a corrupção. Ninguém numa campanha é mal educado se não for ofendido. Pode ter certeza e fazer um exame de consciência.
 
Ezio José em 25/09/2012 07:59:14
Com certeza esta é uma ótima iniciativa, com isto vai mostrar ao cidadão que vender seu voto é vender sua dignidade/moral, Tambem vai inibir os poderosos com a compra de votos. Ganhar eleições comprando votos com certeza nada vai fazer para população. De que maneira vai ser recuperados milhões e milhões gastos?????????
 
Lenine Ferreirada Silva em 24/09/2012 09:01:31
Ótima iniciativa, com isso inibe os poderosos de estar comprando a dignidade de pessoas umildes que muitas das vezes acabam vendendo sua dignidade por quase nada, muitas das vezes por R$ 50,00 ou até mesmo sacolão. Quem compra votos para ganhar eleições, com certeza nada vai fazer pelo população, muitas das vezes gastam milhões com compra de votos. de que maneira vai ser recuperado estes valores?
 
Lenine Ferreira da Silva em 24/09/2012 08:43:25
Srs. Procuradores, tanto estaduais como federais, vão apurar as falcatruas dos políticos ao invés de ficar panfletando nas ruas. O eleitor faz a sua parte, mas, infelizmente, Vossas Excelências ficam inertes em gabinetes luxuosos, enquanto eles (políticos) multiplicam seus patrimônios à custa do erário público, prestações de contas maquiadas, etc.
 
Claudio Rodrigues em 24/09/2012 02:46:37
Boa iniciativa.

Mas campanhas como essa deveriam acontecer paralelamente a todo o processo, assim fazendo com que o padrão da campanha suba e evite o que está acontecendo agora. Mas mesmo assim continua sendo uma boa iniciativa.

Fabian Fernandes

www.ametropole.com
 
fabian fernandes em 24/09/2012 02:13:33
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