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Campo Grande, Sexta-feira, 18 de Agosto de 2017

07/03/2017 11:02

Depois de impasse, tucano é eleito presidente da CCJ da Assembleia

Beto Pereira (PSDB) e Lídio Lopes (PEN) disputavam colegiado

Mayara Bueno e Leonardo Rocha
CCJ reunida, da esquerda para direita, deputados Pedro Kemp (PT), Beto Pereira (PSDB) e Renato Câmara (PMDB). (Foto: Leonardo Rocha).CCJ reunida, da esquerda para direita, deputados Pedro Kemp (PT), Beto Pereira (PSDB) e Renato Câmara (PMDB). (Foto: Leonardo Rocha).

Depois de muito impasse na principal comissão da Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul, o deputado estadual Beto Pereira (PSDB) foi eleito presidente da CCJR (Comissão de Constituição, Justiça e Redação Final), nesta terça-feira (7).

A demora na definição aconteceu porque o tucano e o deputado Lídio Lopes (PEN) insistiam em comandar a comissão, por onde passam todos os projetos de leis do Legislativo Estadual. Porém, acordo entre os blocos do PSDB e do PMDB deram a presidência a Beto Pereira.

Na vice-presidência, ficará o deputado Renato Câmara (PMDB). A chapa recebeu três votos, além dos dois integrantes, também houve apoio de Rinaldo Modesto (PSDB).

Embora Lídio Lopes seja do bloco dos peemedebistas, o grupo resolveu apoiar o PSDB depois de uma votação interna, de acordo com Renato Câmara. Lídio, por sua vez, apresentou a candidatura tendo Pedro Kemp (PT) na vice-presidência.

Demonstrando chateação pela derrota, Lídio Lopes lembrou em discurso que compromisso na época em que o deputado licenciado José Carlos Barbosa – atual secretário da Sejusp (Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública) -, era presidente da CCJ, foi descumprido.

“Aprendi desde pequeno com meu pai, que palavra dada é palavra é empenhada, mas não foi o que ocorreu hoje. Eu coloquei meu nome a disposição, porque tinha esta garantia dada pelo governador, pelo secretário Sérgio de Paula e pelo presidente desta casa, mas este não foi cumprido”, disse.

Já o líder do governo na Assembleia, deputado Rinaldo Modesto (PSDB), disse sobre outro acordo fim de 2016, quando o líder do bloco do PMDB, parlamentar Eduardo Rocha, deu a palavra de que a presidência da CCJ ficaria com os tucanos. Isto porque, os peemedebistas já têm a presidência da Assembleia, com o deputado Junior Mochi.

“Quero inclusive dizer que a vida continua e que não houve prejuízo pros trabalhos da casa”, resumiu Rinaldo. No entanto, Pedro Kemp precisou convocar uma sessão extra para distribuir as propostas de economia do governo - reforma administrativa e PEC dos gastos -, justamente por conta da indefinição dos parlamentares.

O petista justificou seu voto em Lídio no acordo que o colega diz ter tido anteriormente. “Essa foi a eleição mais concorrida da história”, ironizou. Para ele, tal divergência tem de ser um capítulo encerrado.

Novo presidente do colegiado, Beto Pereira disse que vai dar celeridade aos projetos, principalmente os diversos vetos do Executivo Estadual sobre projetos do Legislativo. “Obrigação da CCJ ter rigor nas propostas para ter harmonia nos poderes”.




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