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Campo Grande, Sexta-feira, 15 de Dezembro de 2017

12/01/2014 13:17

Deputado diz que produtores não venderiam terras nem pelo dobro do valor

Leonardo Rocha
Zé Teixeira diz que em condições normais produtores não venderiam terras nem pelo dobro do valor (Foto: Divulgação)Zé Teixeira diz que em condições normais produtores não venderiam terras nem pelo dobro do valor (Foto: Divulgação)

O deputado estadual Zé Teixeira (DEM) afirmou que o governo federal precisa se coerente e fazer uma nova proposta aos produtores da região do Buriti, no próximo dia 30, já que caso não houvesse as invasões pela comunidade indígena, a maioria não venderia suas terras nem pelo dobro do preço de mercado.

“Aquela região é produtiva, com uma qualidade de solo fértil, em um período de normalidade os produtores não venderiam suas terras nem pelo dobro do valor, só aceitaram negociar para ficarem livres deste problema, que já causou muito transtorno”, afirmou ele.

O democrata, um dos principais defensores dos produtores na Assembleia, lembrou que as terras que estão sendo discutidas no município de Sidrolândia, não são áreas indígenas.

“A própria justiça já confirmou que não são terras indígenas e ainda querem pagar pela metade do valor? Tem que se valorizar o patrimônio de quem produz”, apontou.

Para ele, o governo federal precisa levar em conta os valores de mercado regional, sem que haja prejuízo para os donos da terra, que são os legítimos proprietários. “Esperamos que na próxima reunião eles reconsiderem a proposta e revisem esta decisão”, ponderou ele.

A União propôs pagar R$ 78 milhões por 30 das 34 fazendas localizadas na região do Buriti, em um total de 15 mil hectares. Os produtores esperavam uma “oferta” de R$ 150 milhões, já que avaliaram que pagariam R$ 6,6 mil por hectare bruto, que somando com as benfeitorias chegariam a R$ 10 mil.

Relatório - No dia 17 de janeiro será encaminhado o relatório das avaliações aos produtores para que eles façam a análise e apontem possíveis revisões. O resultado deve ser encaminhado ao Ministério da Justiça até o dia 27 deste mês, para que seja agendada uma nova reunião, prevista inicialmente para o dia 30.

A governadora em exercício, Simone Tebet (PMDB), sugeriu que o Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária) que realizou a avaliação nas terras, também fique responsável pela apuração das benfeitorias das fazendas, já que houve questionamento e contestação na avaliação das benfeitorias feitas pela Funai (Fundação Nacional do Índio).



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