A notícia da terra a um clique de você.
Campo Grande, Domingo, 17 de Dezembro de 2017

08/01/2014 13:11

Deputados esperam que União reconsidere valores da Fazenda Buriti

Leonardo Rocha
Pedro Kemp espera entendimento entre as partes em relação aos valores das terras (Foto: Divulgação)Pedro Kemp espera entendimento entre as partes em relação aos valores das terras (Foto: Divulgação)
Monteiro diz que governo federal deve pagar preço justo pelas terras (Foto: Arquivo)Monteiro diz que governo federal deve pagar preço justo pelas terras (Foto: Arquivo)

Os deputados esperam que o governo federal reconsidere os valores apresentados para aquisição das terras na região do Buriti, em Sidrolândia. Eles avaliam que os produtores rurais não podem sofrer prejuízos em função dos conflitos no campo e que a melhor alternativa é um entendimento em relação a estes valores.

“A União não pode simplesmente apresentar uma proposta de consolo aos produtores, tem que pagar pelas terras e benfeitorias com valor de mercado, a região do Buriti é um local muito próspero e valorizado”, afirmou o deputado Márcio Monteiro (PSDB).

De acordo com ele, esta primeira proposta do governo foi “injusta” e espera que nas próximas reuniões haja mudança nesta postura.

“Tem produtores que tiveram suas casas destruídas, equipamentos estragados, além de outros prejuízos, tudo isto deve ser colocado na conta final”, ponderou o tucano.

A União propôs pagar R$ 78 milhões por 30 das 34 fazendas localizadas na região do Buriti, em um total de 15 mil hectares. Os produtores esperavam uma “oferta” de R$ 150 milhões, já que avaliaram que pagariam R$ 6,6 mil por hectare bruto, que somando com as benfeitorias chegariam a R$ 10 mil.

“Alguém precisa se responsabilizar por toda esta situação, com indenização justa aos produtores que sofreram com estas invasões, papel que o governo federal terá que assumir”, diz Monteiro.

Positivo – Já o deputado Pedro Kemp (PT) afirmou que apesar da falta de “entendimento” em relação ao valor das terras, esta reunião foi positiva, já que deu continuidade a negociação com o governo federal.

“Foi provado que o governo quer resolver a questão, já é um bom sinal, cabe agora os produtores contestarem os valores e se chegar a um consenso, estou otimista com esta negociação”.

Relatório - No dia 17 de janeiro será encaminhado o relatório das avaliações aos produtores para que eles façam a análise e apontem possíveis revisões. O resultado deve ser encaminhado ao Ministério da Justiça até o dia 27 deste mês, para que seja agendada uma nova reunião, prevista inicialmente para o dia 30.

A governadora em exercício, Simone Tebet (PMDB), sugeriu que o Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária) que realizou a avaliação nas terras, também fique responsável pela apuração das benfeitorias das fazendas, já que houve questionamento e contestação na avaliação das benfeitorias feitas pela Funai (Fundação Nacional do Índio).



Preço justo é o valor de mercado. Os produtores estão sendo obrigados a vender. E agora terão que gastar mais para fazerem uma contestação à esta proposta absurda? Então é assim, invadem, quebram, depredam, dizem que são donos....ignoram escrituras centenárias; o governo usa de seu poder, manipula o MPF, a PF, a Justiça Federal e impede o produtor de se defender. O produtor, agora sem a terra, vai contratar advogado, antropólogo e vai pagar inúmeras a Brasilia para ir a reuniões que nada resolvem. Até quando suportaremos?
 
Mônica Corrêa em 08/01/2014 22:20:14
Preço justo para o contribuinte é aquele que consta no Imposto de Renda Declarado.
 
JOSÉ NASCIMENTO em 08/01/2014 14:28:06
imagem transparente

Classificados


Desenvolvido por Idalus Internet Solutions