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Campo Grande, Terça-feira, 12 de Dezembro de 2017

11/03/2011 07:44

Governador e ministro fazem sobrevôo de uma hora na região de Aquidauana

Fabiano Arruda e Aline dos Santos

Depois, ministro se reúne com prefeitos e concede coletiva na Capital

Governador recepciona ministro da Integração em Campo Grande. (Foto: Simão Nogueira)Governador recepciona ministro da Integração em Campo Grande. (Foto: Simão Nogueira)
Helicóptero do Exército vai sobrevoar região de Aquidauana.Helicóptero do Exército vai sobrevoar região de Aquidauana.

O governador André Puccinelli (PMDB) e o ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra, vão sobrevoar, durante cerca de uma hora, a região de Aquidauana, que inclui Anastácio, Miranda e Dois Irmãos do Buriti, uma das mais castigadas pela chuva em Mato Grosso do Sul.

O ministro, que desembarcou às 7h34 na Base Aérea de Campo Grande, cumpre agenda em Mato Grosso do Sul nesta sexta-feira para conhecer, de perto, a realidade do Estado após as fortes chuvas.

Bezerra foi recepcionado na base por Puccinelli, pelo prefeito de Campo Grande, Nelson Trad Filho (PMDB), além de deputados federais, estaduais e vereadores.

Assim que chegou o ministro passou, ainda na pista, para um helicóptero do Exército, que fará o sobrevôo. O helicóptero, com capacidade para cinco pessoas, ainda vai levar, o secretário nacional de Defesa Civil, Humberto Vianna, e o coordenador estadual da Defesa Civil, coronel Ociel Ortiz Elias.

A equipe vai verificar do alto a condição das pontes nova e velha em Aquidauana, a ponte dos Boiadeiros e a ponte que liga Piraputanga a Aquidauana, que rodou com a força da água.

Após o sobrevôo, o ministro retorna à base na Capital, onde reúne-se com prefeitos e concede entrevista coletiva.

Prejuízos - Campo Grande, Aquidauana, Anastácio, Sidrolândia, São Gabriel do Oeste, Paranaíba, Dois Irmãos do Buriti, Corumbá, Coxim e Ribas do Rio Pardo estão entre os municípios que decretaram emergência por conta das chuvas em Mato Grosso do Sul.

Mais de 67 mil pessoas foram afetadas diretamente com os estragos, segundo a Defesa Civil Estadual.

O governo federal se comprometeu a repassar às cidades afetadas pelas chuvas da primavera de 2010 R$ 9,6 milhões, mas apenas 30% foram liberados pelo Ministério da Integração Nacional.

O último empenho foi feito no dia 29 de dezembro de 2010. No dia 3 de fevereiro, o

governador do estado, André Puccinelli (PMDB), esteve com o secretário nacional de Defesa Civil, Humberto Viana Filho, pedindo a liberação dos recursos.



MS DE CHAPEÚ NA MÃO
Infelizmente, calamidades acontecem pelo mundo todo. A natureza reage aos atos humanos, e de tempos em tempos, cobra o preço pela ocupação indevida e pelos abusos a ela causados.
Estamos assistindo no Mato Grosso do Sul as enchentes em várias cidades cortadas pelos rios de nosso Estado. As cidades que estão enfrentando os maiores problemas são : Aquidauana, Coxim, Anastácio e Dois Irmãos do Buriti, mas vemos também a nossa capital com problemas, ainda que menores.
O que nos causa espanto é ver que nossa Capital, com um orçamento anual de Dois Bilhões de Reais, demonstra não ter reservas para casos emergenciais, e o Estado com orçamento de Nove Bilhões também aparenta não ter essas reservas.
Qualquer gestor financeiro, e até mesmo a população em geral sabe que, se deve guardar (quando pode) parte de sua renda para emergências, pois caso você fique doente, quem vai comprar o remédio?
Nosso Estado passa por uma calamidade natural e é forçado a mendigar recursos ao Governo Federal, pois os gestores públicos não são capazes de administrar uma crise.
Vemos a recepção ao Ministro da Integração Nacional como uma festa política, recebido pelo governador, prefeito, deputados e vereadores, todos de chapéu na mão, pedindo ao “primo” rico auxilio para socorrê-lo no momento de aflição.
Isto é inaceitável, termos que aguardar a visita do “primo” rico para ver se realmente necessitamos do recurso, para depois voltar a capital federal e quem sabe liberar o valor necessário a população que esta embaixo d’água e perdeu tudo ou quase tudo do pouco que tinha.
Passada a calamidade, que deverá demorar, como no caso recente de Campo Grande, o povo irá saudar os políticos como salvadores da pátria por ter nos socorrido apesar da demora. Realmente somos um povo calmo e não reclamamos e tão pouco cobramos dos gestores públicos suas obrigações.
Por que os gestores públicos que estão de chapéu na mão não propõem uma LEI, onde 2% do orçamento total de qualquer cidade e do Estado sejam destinados a um Fundo de Emergência?
Isso seria suficiente para socorrer e resolver os problemas causados pelas chuvas, e nossos governantes poderiam ser saudados como homes competentes e preocupados com a situação da população.
Antecipando aos que dirão que não é possível reservar esse valor do orçamento, afirmo que é. A Assembléia Legislativa do MS diminuiu de seu orçamento em 2011, quarenta milhões de reais, pois não conseguiriam gasta-los.
E se outros órgãos e o próprio Governo do Estado e a Prefeitura apresentassem suas contas de forma correta, as despesas diminuiriam consideravelmente e esse fundo se tornaria viável.
Vamos deixa de mendigar e vamos trabalhar!
 
Roberto Coelho em 11/03/2011 12:45:17
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