Tereza mira presidência do Senado e rejeita apelido de “vozinha” dado por Flávio
Senadora voltou a negar convite para vice em chapa presidencial e afirmou que seu foco segue no mandato atual
A senadora Tereza Cristina (PP-MS) voltou a afirmar nesta terça-feira (28) que não foi convidada nem sondada para ser candidata a vice-presidente em uma eventual chapa encabeçada pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) na disputa pela Presidência da República em 2026. Segundo a parlamentar, a possibilidade de integrar a chapa é apenas especulação, embora ela reconheça que se sente honrada por ter seu nome citado.
RESUMO
Nossa ferramenta de IA resume a notícia para você!
Tereza Cristina (PP-MS) negou ter sido convidada ou sondada para ser vice de Flávio Bolsonaro em 2026. Em entrevista à GloboNews, a senadora disse que seu projeto é presidir o Senado. Sobre 2026, evitou apontar favorito, citando Lula e Flávio como líderes nas pesquisas. Também minimizou o apelido "vozinha" dado por Flávio, afirmando que foi uma brincadeira mal interpretada.
As declarações foram dadas durante entrevista à GloboNews, após o nome da ex-ministra da Agricultura e Pecuária voltar a circular nos bastidores políticos como possível vice de Flávio Bolsonaro. O próprio senador, em agenda recente em Mato Grosso do Sul, chegou a afirmar publicamente que ter Tereza Cristina como vice seria um “sonho de consumo”.
- Leia Também
- Flávio diz que não copiará estilo do pai: "todo mundo que tentou, se deu mal"
- Flávio Bolsonaro deve voltar ao MS para Expoagro de Dourados
Apesar disso, a senadora foi enfática ao dizer que nunca houve qualquer convite formal ou mesmo sondagem sobre essa possibilidade.
“Eu ouço muito pela mídia, pelas redes sociais, mas nunca fui convidada, nunca fui sondada. Ouço pessoas dizendo que meu nome seria um nome que agregaria. É pura especulação, mas me sinto honrada”, afirmou.
Embora não tenha descartado completamente a hipótese de disputar a vice-presidência, Tereza Cristina deixou claro que seu projeto político principal está no Congresso Nacional. Segundo ela, sua meta é continuar no Senado e disputar a presidência da Casa, sucedendo o atual presidente, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP).
A senadora afirmou que já tratou do assunto com o próprio Alcolumbre e reconheceu que se trata de um objetivo difícil, especialmente porque dependerá da futura composição da Casa após as eleições.
“Não é o meu projeto, o meu projeto, como senadora, é tentar buscar a presidência do Senado, ser a sucessora de Alcolumbre, já até falei para ele. É um projeto difícil, vai depender da nova composição do Senado, mas é um sonho de seguir esse caminho. Ainda tem muita água para rolar”, declarou.

Ao comentar o cenário da sucessão presidencial de 2026, Tereza Cristina também evitou apontar um favorito neste momento. Segundo ela, embora as pesquisas indiquem o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio Bolsonaro como os principais nomes, ainda há muitas variáveis em jogo, especialmente dentro do campo da direita.
Para a senadora, enquanto a esquerda hoje se concentra em torno de Lula, a direita ainda apresenta diferentes nomes que podem disputar protagonismo até a definição da corrida eleitoral.
“Não dá para dizer que tem um favorito. Os dois favoritos, as pesquisas mostram, são Flávio e Lula. E aí nós temos que ver o desempenho do campo da direita. Na esquerda, só temos hoje o presidente Lula. Na direita, temos Romeu Zema, Ronaldo Caiado, Flávio, temos que ver o desempenho”, disse.
Durante a entrevista, Tereza Cristina também comentou uma declaração de Flávio Bolsonaro que gerou repercussão. O senador, também durante a agenda em Mato Grosso do Sul, havia dito que a parlamentar o fazia lembrar da avó, o que acabou rendendo o apelido de “vozinha”.
A senadora afirmou que não gosta de ser chamada dessa forma, mas avaliou que a intenção de Flávio foi carinhosa e não ofensiva. Segundo ela, a brincadeira acabou sendo mal interpretada e ganhou um tom pejorativo.
Tereza contou que Flávio chegou a lhe mostrar uma fotografia da avó e que, de fato, percebeu semelhanças físicas entre as duas.
“Ele me mostrou uma fotografia e a vó dele, realmente, tem muitos sinais, enfim, nós temos uma fisionomia muito parecida. E ele teve a infelicidade de fazer essa brincadeira, que as pessoas levaram de maneira pejorativa. Mas, nesse caso, o Flávio quis ser carinhoso. Eu até brinquei com ele: ‘Você não me chama de tiazinha que vai pegar mal’”, contou.
Mesmo rejeitando o apelido de “vozinha”, Tereza Cristina minimizou o episódio e reforçou que não interpretou a fala como desrespeitosa, mas como uma tentativa equivocada de demonstração de afeto.


