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Campo Grande, Sexta-feira, 21 de Setembro de 2018

30/05/2018 16:08

TRF4 mantém condenação de Bumlai na Lava Jato

Pecuarista e empresário sul-mato-grossense foi condenado a 9 anos e 6 meses de prisão

Izabela Sanchez
O pecuarista José Carlos Bumlai após passar por exame no Instituto Medico Legal (IML), em Curitiba - Geraldo Bubniak / Agência O GloboO pecuarista José Carlos Bumlai após passar por exame no Instituto Medico Legal (IML), em Curitiba - Geraldo Bubniak / Agência O Globo

O TRF4 (Tribunal Regional Federal da 4ª Região) manteve a condenação do pecuarista e empresário sul-mato-grossense de 9 anos e 6 meses de prisão, decretada pelo juiz Sérgio Moro. De acordo com a denúncia do MPF (Ministério Público Federal), o Banco Schahin concedeu, em outubro de 2004, um empréstimo de R$12,1 milhões a Bumlai. O dinheiro, no entanto, teria como beneficiário real o PT, e o pecuarista teria atuado como pessoa interposta.

O empréstimo, com vencimento previsto para novembro de 2005, não foi pago e nem tinha garantia.
Segundo o MPF, em troca pela operação o grupo Schahin teria sido beneficiado na contratação do Navio-Sonda Vitoria 10.000 pela Petrobras, o que ocorreu em 28 de janeiro de 2009 pelo valor de US$ 1,5 bilhão.

Bumlai era proprietário da usina São Fernando, em Dourados, a 233 km de Campo Grande, envolvida em escândalo da Lava Jato por empréstimos ilegais junto ao BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social ).

A Usina foi a leilão, mas em março a Justiça negou a proposta feita pela empresa Pedra Angular para comprar a São Fernando. A oferta pela compra da empresa que havia sido entregue à 5ª Vara Cível da Cormarca de Dourados, ainda em 22 de fevereiro deste ano, propunha a compra da usina por R$ 825 milhões em 20 anos, com correção de 1% ao ano a partir da sexta parcela.

Além de Bumlai, o TRF4 também manteve as prisões do ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto e do ex-diretor da Petrobras Nestor Cerveró em um dos processos a que respondem na Lava Jato.

Entre os crimes, os réus devem responder por lavagem de dinheiro, gestão fraudulenta e corrupção passiva e ativa. Apenas Fernando Schahin teve sua condenação revertida, sendo absolvido pelo TRF4.



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