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Campo Grande, Domingo, 22 de Outubro de 2017

02/07/2012 15:09

Escoamento de safra recorde de milho preocupa agricultores em MS

Nicholas Vasconcelos

Valor da saca já está abaixo do preço mínimo

Área plantada de milho em MS cresceu 220 mil hectares nesta safra. (Foto:Marcelo Victor)Área plantada de milho em MS cresceu 220 mil hectares nesta safra. (Foto:Marcelo Victor)

A expectativa de safra recorde de 5,5 milhões de toneladas de milho preocupa os agricultores de Mato Grosso do Sul, que já cogitam pedido de ajuda na comercialização do grão ao Governo Federal.

Em 2011 foram colhidos 3,3 milhões de toneladas do grão, desses 1,2 milhões de toneladas foram para consumo interno. Este ano, a área plantada saltou de 950 mil hectares para 1.170 mil hectares, o que, somadado ao bom clima, já faz com que a saca seja encontrada por R$ 17. Esse valor é abaixo dos R$ 17,50 do preço mínimo e menor que os R$ 26 pagos no ano passado.

Segundo Lucas Galvan, assessor de agricultura da Famasul (Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso do Sul), a solução para garantir o preço é a adoção o quanto antes do chamado PEP (Pleno Escoamento de Produção) por parte da Conab (Companhia Nacional de Abastecimento). “Com a garantia do preço mínimo por parte do Governo Federal, podemos garantir um preço melhor, que hoje seria de R$ 19,46”, afirma.

De acordo com Galvan, além de Mato Grosso do Sul, outros estados como Paraná e Mato Grosso também tiveram safras acima do normal, causando o excesso de milho em todo Brasil.

No caso específico de Mato Grosso do Sul ainda pesa a medida adotada pelo governo estadual que obriga a comercialização de metade do que é produzido no mercado interno e libera a outra metade para ser destinada à exportação.

A medida foi adotada há mais de 10 anos como forma de compensar a Receita estadual pelas perdas provocadas pela lei Kandir, que isenta de ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) destinados à exportação, como o milho.

“Hoje o ideal para o produtor seria uma liberação de 70% para o mercado internacional e de 30% para o mercado local”, completa Galvan.

A exportação é apontada como saída para impedir a redução dos preços pagos, já que os Estados Unidos enfrentam forte estiagem que pode comprometer a safra naquele país, maior produtor mundial do grão.

Para o produtor rural, Carmélio Ross, a exportação define os preços praticados no mercado interno e se não houvesse a restrição para a exportação os preços estariam melhores. "O preço está abaixo da expectativa que se tinha de R$21 e R$22 para esta safra, e a restrição da importação é sempre uma dificuldade", declara.




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