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26/09/2014 18:10

Workshop apresenta resultado sobre super lagarta que ataca soja e milho

Helio de Freitas, de Dourados
Projeto Soja Brasil teve workshop para discutir a lagarta Helicoverpa armigera e mostrar resultado de estudo (Foto: Divulgação/Embrapa)Projeto Soja Brasil teve workshop para discutir a lagarta Helicoverpa armigera e mostrar resultado de estudo (Foto: Divulgação/Embrapa)

A Helicoverpa armigera, uma lagarta com grande poder de destruição e identificada recentemente, vem causando prejuízos principalmente às lavouras de milho, soja e algodão em Mato Grosso do Sul. Nesta quinta-feira (25), o inseto foi tema de um workshop que reuniu produtores, pesquisadores, estudantes e técnicos agrícolas no auditório do Sindicato Rural de Dourados, no segundo e último dia do Projeto Soja Brasil.

Conforme a assessoria de imprensa da Embrapa Agropecuária Oeste, foram apresentados os principais resultados do projeto de pesquisa intitulado "Monitoramento e controle da Helicoverpa armigera em Mato Grosso do Sul". A pesquisa é desenvolvida em parceria entre Fundação MS, Fundação Chapadão e Embrapa, com participação de estudantes de pós-graduação da UFGD (Universidade Federal da Grande Dourados). 

Detectada em lavouras brasileiras desde 2012, a Helicoperva armigera ataca preferencialmente a parte de frutificação das plantas, mas também se alimenta de partes vegetativas, como folhas e hastes. Ataca várias espécies agrícolas, bem como hospedeiros selvagens. A praga se alimenta mais rápido que outras encontradas no Brasil, por isso seu potencial de destruição é grande.

Além de conhecer os principais resultados do projeto, os participantes assistiram a palestras sobre a lagarta e participaram de uma mesa redonda. "O projeto desenvolvido desde o início deste ano é uma ação muito enriquecedora, especialmente porque proporcionou a integração das três instituições envolvidas, que buscam respostas para contribuir com o manejo da Helicoverpa em curto espaço de tempo em MS", explica o chefe geral em exercício da Embrapa Agropecuária Oeste, Harley Nonato de Oliveira.

Segundo ele, os resultados obtidos até o momento são promissores. "Os estudos de criação massal da Helicoverpa apresentaram resultados positivos e o uso em laboratório de agentes de controle biológico foram bem sucedidos no combate à lagarta. Agora poderemos avançar nas pesquisa, buscando maior conhecimento sobre essa praga e apresentando outras estratégias que fortaleçam a produção agrícolas sustentável".

O pesquisador da Fundação MS, Fernando Grigolli disse que as pesquisas demonstraram que a Helicoverpa encontra-se distribuída pelo Estado, independente da paisagem agrícola, porém com maior incidência na região Norte de Mato Grosso do Sul.

"Essa é uma importante informação que demanda atenção dos produtores. O produtor precisa fazer amostragem de pragas da lavoura, saber o que tem e quanto tem de percevejos e lagartas, para definir as estratégias de manejo adequadas, utilizar inseticidas com lagartas ainda pequenas, quando for o caso, e optar por produtos fisiológicos", destacou Grigolli.

O produtor rural e diretor regional da Aprosoja-MS, Lúcio Damalia destacou que a amplitude do problema da Helicoverpa armigera reforça a necessidade da rotação de culturas e do monitoramento das pragas nas lavouras. "O produtor precisa estar atento e informado, especialmente, para evitar o uso inadequado das tecnologias disponíveis".



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