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Saúde e Bem-Estar

Chikungunya: o que é, como se proteger e quando procurar atendimento

Hospital Universitário esclarece dúvidas e alerta para sintomas, transmissão e grupos de risco

Por Viviane Oliveira | 24/04/2026 10:30
Chikungunya: o que é, como se proteger e quando procurar atendimento
Agente realiza limpeza de terreno no combate ao mosquito transmissor da chikungunya (Foto: Instagram/Prefeitura de Dourados)

Com o avanço dos casos de chikungunya em Dourados, o Hospital Universitário da Universidade Federal da Grande Dourados divulgou orientações à população sobre sintomas, riscos e formas de prevenção. O material reúne perguntas e respostas elaboradas pela própria instituição para esclarecer as principais dúvidas sobre a doença.

RESUMO

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O Hospital Universitário da UFGD divulgou orientações sobre a chikungunya, doença em avanço em Dourados. Transmitida pelos mosquitos Aedes aegypti e albopictus, causa febre alta e dores articulares intensas. Idosos, crianças, gestantes e portadores de doenças crônicas são os mais vulneráveis. A vacina, aprovada pela Anvisa em 2025, será aplicada a partir de 27 de abril. A principal forma de prevenção é eliminar água parada.

O que é a chikungunya?
É uma infecção viral transmitida por mosquitos que causa febre alta e dores intensas nas articulações. Os sintomas surgem entre três e sete dias após a picada. Em alguns casos, a dor pode persistir por meses ou até anos.

Como ocorre a transmissão?
A doença é transmitida pela picada dos mosquitos Aedes aegypti e Aedes albopictus. Não há transmissão de pessoa para pessoa, nem por contato, alimentos ou ar.

Por que o contágio é rápido?
Porque pessoas infectadas costumam ter alta carga viral no sangue. Ao picar alguém doente, o mosquito se contamina e passa a transmitir o vírus a outras pessoas.

Quais são os sintomas principais?
Febre alta, dores intensas nas articulações, dor muscular, dor de cabeça e manchas na pele. A dor articular é o sintoma mais marcante e pode limitar movimentos.

Quem corre mais risco?
Idosos, crianças menores de 1 ano, gestantes e pessoas com doenças crônicas, como diabetes e hipertensão, têm maior chance de complicações.

A doença pode matar?
Sim. Embora seja considerada menos letal, há registros de mortes, especialmente entre grupos de risco, com proporção semelhante à dengue em alguns períodos.

O que fazer ao apresentar sintomas?
Procurar imediatamente uma unidade de saúde para avaliação. O atendimento precoce ajuda a controlar a febre, aliviar a dor e evitar complicações.

É possível pegar chikungunya mais de uma vez?
Não. Após a infecção, o organismo desenvolve imunidade duradoura.

Existe vacina?
Sim, a vacina foi aprovada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária em 2025, mas ainda é aplicada de forma controlada. Em Dourados, a campanha começa em 27 de abril, com foco em pessoas entre 18 e 60 anos, mediante avaliação de saúde.

A chikungunya é igual à dengue?
São semelhantes, mas a chikungunya costuma causar dores articulares mais intensas e incapacitantes. Já a dengue pode evoluir com complicações graves após a febre.

Como prevenir?
A principal medida é eliminar água parada, que serve de criadouro para o mosquito. Entre as ações recomendadas estão: evitar recipientes que acumulem água; manter caixas d’água fechadas; descartar lixo corretamente; limpar ralos e calhas e usar telas de proteção. O controle do mosquito é a forma mais eficaz de conter o avanço da doença.

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