Você teve uma experiência ruim em algum tratamento e ficou com receio de tentar
Uma experiência negativa não significa que todo tratamento será assim. Na fisioterapia, o resultado não depende apenas da técnica escolhida. Depende de como ela é aplicada, da intensidade, da dosagem, da frequência e, principalmente, do conhecimento do profissional para adaptar o tratamento às características de cada pessoa. Duas pessoas podem ter a mesma lesão e responder de maneiras completamente diferentes. A sensibilidade, o estágio da lesão, as condições do tecido, o histórico daquele corpo e até a forma como ele está compensando determinados movimentos precisam ser considerados. Por isso, um tratamento que funcionou muito bem para alguém pode não ser necessariamente o mais adequado para você — ou precisar ser aplicado de uma maneira completamente diferente. Nossa dica de hoje é: não permita que uma experiência ruim determine aquilo que você acredita ser possível para o seu corpo. Antes de iniciar ou abandonar um tratamento, procure entender qual é a proposta, por que ela foi escolhida e como será adaptada às suas necessidades. O mais importante é que você se sinta seguro, compreendido e confiante no caminho que está sendo construído para a sua recuperação. Porque tratamento de qualidade não é simplesmente aplicar uma técnica. É saber quando, quanto, como e para quem aplicá-la. E é essa individualização que pode transformar completamente a experiência e os resultados de um tratamento.
(*) Dra. Thais Cristina Leite – fisioterapeuta, formada em 2004 pela UCDB (Universidade Católica Dom Bosco), com 20 anos de prática clínica. Especialista em Gestão em Saúde/Educação Especial e Inclusiva. Formação em terapia manual, liberação miofascial, mobilização neural, ventosaterapia, terapia floral, método ProCURE, formação em análise corporal e outras técnicas integrativas e complementares em saúde. Siga nas redes sociais: @dra.thaiscristinaleite.

