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Com alta do dólar, MS quer atrair turistas locais e de países vizinhos

Fundação de Turismo ainda lembra dos casos de coronavírus, que mudaram o cenário das viagens internacionais

Por Leonardo Rocha | 09/03/2020 09:05
Passeio em Bonito (Foto: Divulgação/Visitms)
Passeio em Bonito (Foto: Divulgação/Visitms)

Em função do novo coronavírus e alta do dólar, a Fundtur (Fundação de Turismo de Mato Grosso do Sul) prepara campanhas para atrair turistas que moram ou já viveram no Estado, assim como dos países vizinhos. A intenção é que estes grupos escolham conhecer as belezas naturais do Estado, com o foco no ecoturismo.

“A tendência é de que quem ainda não comprou a passagem repense o destino. A alta do dólar contribui com o turismo dentro do Brasil e o coronavírus é desfavorável para quem planejava ir para a Europa”, disse o diretor-presidente da Fundtur, Bruno Wendling.

Segundo a Fundação, dados da Iata (Associação Internacional do Transporte Aéreo) indicam que a epidemia do coronavírus pode causar prejuízos de US$ 27,8 bilhões para as companhias aéreas em todo o mundo. Um dos impactos recentes foi o cancelamento da maior feira mundial de turismo, que ocorreria na semana passada (dia 4) em Berlim (Alemanha).

De acordo com a Fundtur, mais de 80% dos turistas que seguem para Mato Grosso do Sul são brasileiros, tendo o setor de negócios ainda com a maior fatia, no entanto a estratégia local é apostar no ecoturismo, que segundo as autoridades, tem um grande potencial. Entre o leque de opção aparece passeios no Pantanal e o complexo “Bodoquena-Bonito”, que dispõe de balneários, trilhas, safáris, mergulhos, rapel e pesca esportiva.

Levantamento mostra que 40,7% dos turistas que desembarcam no Aeroporto Internacional de Campo Grande vêm de São Paulo, o que segundo a Fundação ocorre em função da proximidade com o Estado, além de lá ter 22% da população do Brasil.

Países vizinhos - Outro foco da Fundtur é trazer turistas dos países vizinhos, tanto da América do Sul como do Norte. Neste contexto estão os mais próximos da Bolívia e Paraguai. “A tendência nossa é potencializar as campanhas na América do Sul e do Norte e também no mercado brasileiro, sempre exaltando a natureza, que é o nosso carro-chefe, incentivando o ecoturismo”, ponderou Wendling.

Antes do Carnaval, já havia uma campanha da Fundação para incentivar o “turismo interno”, pedindo aos moradores que viajassem para pontos (turísticos) dentro do Estado, tanto em cidades que teriam festas, como na escolha por “descanso” e contato com a natureza.