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17/08/2014 09:00

Médico, herói anônimo!

Por Gilson Cavalcanti Ricci (*)

Há muito tempo pretendia escrever este modesto artigo, para expressar minha admiração pelos heróicos discípulos de Hipócrates - os médicos, esses heróis anônimos -. A notícia sobre a terrível epidemia do ebola na África, anima-me agora a escrevê-lo, levando ao meu amado leitor minha sincera opinião a respeito dessa classe tão essencial à humanidade, mas muitas vezes humilhada no desempenho de seu humanitário sacerdócio, como ocorre aos médicos da saúde pública no Brasil, vilmente remunerados com salários humilhantes, que absolutamente não compensam o sacrifício do médico no exercício de sua nobre profissão.

A epidemia do ebola mostra ao mundo a coragem e abnegação de médicos que não se intimidam ante o perigo iminente da contaminação e, abnegados, submetem-se a viver em ambientes promíscuos, sem o conforto e segurança que desfrutam em suas pátrias. Muitos deixam o conforto e a modernidade de seus ricos países, para irem em socorro de populações miseráveis, ameaçadas pela doença inclemente e letal. Dignos do aplauso e respeito de toda a humanidade nessa revoada de Médicos sem Fronteiras, originários de vários países, inclusive do Brasil, nesse incansável e destemido afã de salvar vidas. Recentemente, um jovem médico africano de Serra Leoa, o Dr. UMAR KHAN, contaminado pela doença, foi a óbito, tornando-se herói nacional. Realmente, um herói merecedor de homenagem póstuma não somente por parte de seus sofredores compatriotas, mas de toda a humanidade – um lidimo herói tombado no campo da honra, em cumprimento do dever! Outros heróis juntam-se a esse rol de honra, como por exemplo o médico norte-americano, Dr. Patrick Sawyer, que, também contaminado, morreu antes de qualquer socorro que pudesse lhe salvar a vida – e muitos outros heróis anônimos, que morrem para salvar vidas.

Nesta extensa galeria de honra, médicos brasileiros também ilustram o rol dos cumpridores do sagrado sacrifício de “guardar respeito pela vida humana desde o início, mesmo sob ameaça”, como determina solenemente o Juramento de Hipócrates. Em honra de todos os médicos da humanidade, muito especialmente aos da minha querida Cidade Morena, escrevo este artigo, que flui do fundo do meu coração, levando a todos minha gratidão pelo sacrifício desses abnegados operários da vida.

Peço permissão aos meus ilustres médicos pessoais para prestar-lhes daqui esta singela homenagem, com meus agradecimentos pelo desvelo com que sempre cuidaram da minha saúde: DR. JOAQUIM MIGUEL VINHA, urologista, CRM/MS 1953, que, abaixo de Deus, livrou-me de um câncer de próstata, em complexa cirurgia realizada em 2004; DR. ROBERTO ANTONIOLLI DA SIVA, ortopedista, CRM/MS 2709, que, também abaixo de Deus, livrou-me das conseqüências fatais de violenta reação alérgica à anestesia, em complexa cirurgia; DR. ANTÔNIO MARIA ALVES MARQUES, ortopedista, CRM/MS 3284, que me fez voltar a andar novamente, com o perfeito implante de prótese no fêmur direito; DR. GERSON NOVAES GUIMARÃES, lente catedrático de cardiologia, CRM/MS 434, que zela pelo meu coração há vinte anos consecutivos; DR. AGUINALDO PEREIRA DE NADAI, gastroenterologista, CRM/MS 2072; DR. RENATO FONTÃO, pneumologista, CRM/MS 479, que cuida dos meus pulmões há mais de vinte anos, e DRA. ANDRESSA MATEUS, pneumologista, CRM/MS 4970, que também cuida com desvelo dos meus pulmões.

Aplausos calorosos a todos os médicos do mundo, especialmente aos nossos valorosos conterrâneos inscritos no Venerando Conselho Regional de Medicina de Mato Grosso do Sul.

(*) Gilson Cavalcanti Ricci, advogado

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