Como nasceu o Damha, condomínio que mudou Campo Grande
Quem passa pela região dos condomínios Damha hoje talvez tenha dificuldade de imaginar que, há pouco mais de 20 anos, aquela área era considerada distante demais por muitos moradores de Campo Grande.
O que hoje é um dos endereços mais desejados da Capital começou como uma aposta ousada e acabou se tornando um divisor de águas para o mercado imobiliário sul-mato-grossense.
Em entrevista ao Infoimóveis, o engenheiro e arquiteto Fernando Madeira, profissional com mais de 40 anos de atuação em Campo Grande e responsável por projetos que marcaram a cidade, relembrou os bastidores da chegada do primeiro Damha ao Estado.
"Foi o primeiro loteamento fechado de Mato Grosso do Sul. Ele trouxe uma nova perspectiva de moradia e acabou servindo de referência para praticamente todos os empreendimentos que vieram depois", afirma.
A história começou em 2003, quando representantes do Grupo Damha vieram a Campo Grande em busca de uma área para implantação do empreendimento. Segundo Madeira, foram cerca de 400 quilômetros percorridos dentro da cidade até a definição da área que hoje abriga o condomínio.
O local escolhido foi a antiga Fazenda Rancharia. Mas havia um detalhe: a propriedade não estava à venda.
"Eles passaram cerca de seis meses negociando com as proprietárias. Em nenhum momento falaram que seria construído um loteamento. Apenas no dia da assinatura da compra é que revelaram o projeto", lembra.
Na época, a região era muito diferente da que existe atualmente. Não havia a continuação da Avenida Marquês de Pombal, nem viadutos ou a infraestrutura urbana que hoje conecta o bairro ao restante da cidade.
"Muita gente achava que era longe demais. A maioria dos compradores do lançamento nem era de Campo Grande, porque quem morava aqui ainda não conseguia enxergar o potencial daquela região", conta.
O resultado surpreendeu.
Lançado em dezembro de 2004, o Damha teve todas as unidades comercializadas em apenas três dias.
"Vendeu quinta, sexta e sábado. Depois disso já não tinha mais lotes disponíveis", recorda.
O condomínio que virou referência
Passadas mais de duas décadas, o Damha não apenas consolidou um novo conceito de moradia em Campo Grande como também influenciou diretamente o desenvolvimento urbano da cidade.
O sucesso do empreendimento abriu caminho para novos condomínios horizontais fechados, que passaram a investir em segurança, áreas de lazer e qualidade de vida como diferenciais.
Para Fernando Madeira, o mercado imobiliário evoluiu junto com as mudanças de comportamento da população.
Segundo ele, os projetos atuais já refletem novas necessidades, como bairros planejados que integrem moradia, comércio, serviços, lazer e educação em um mesmo espaço.
"Se eu fosse desenvolver um condomínio como o Damha hoje, ele seria diferente. Pensaria em centralidades, com comércio, escola, serviços e lazer próximos. As cidades cresceram e as pessoas valorizam cada vez mais a praticidade e a redução dos deslocamentos", explica.
Quatro décadas ajudando a construir Campo Grande
Além do Damha, Fernando Madeira participou de projetos que se tornaram marcos urbanos da Capital, como o Shopping Bosque dos Ipês, a ampliação do Shopping Campo Grande, o Quartier Santa Inês, o Altos da Mata, novas concessionárias e um moderno centro integrado de clínicas médicas.
Ao olhar para trás, ele resume a sensação em uma palavra: gratidão.
"Todo dia agradeço a Deus por fazer aquilo que amo. Quando vejo uma obra pronta, seja uma casa ou um grande empreendimento, é como ver um filho crescer. É muito gratificante saber que você ajudou a construir um pedaço da história da cidade."
Mais do que projetar edifícios, Fernando Madeira ajudou a desenhar uma nova forma de viver em Campo Grande. E poucas obras representam tão bem essa transformação quanto o Damha, empreendimento que se tornou referência para gerações e segue sendo um dos maiores sonhos de consumo do mercado imobiliário local.
Confira a entrevista completa com Fernando Madeira e acompanhe as redes sociais do Infoimóveis para mais conteúdos sobre o mercado imobiliário sul-mato-grossense.




