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Cidades

Maioria rejeita tornozeleira eletrônica como proteção às vítimas de violência

77% dos participantes não acreditam que o dispositivo aumente a segurança das mulheres

Por Bruna Marques | 21/03/2026 08:36
Maioria rejeita tornozeleira eletrônica como proteção às vítimas de violência
Preso com tornozeleira após deixar penitenciária em Campo Grande (Foto: Arquivo)

Enquete sobre o uso de tornozeleiras eletrônicas para agressores de mulheres mostra desconfiança da população em relação à medida. O resultado aponta que 77% dos participantes não acreditam que o dispositivo seja capaz de proteger as vítimas, enquanto 23% avaliam que a ferramenta pode contribuir para a segurança.

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O Senado Federal aprovou projeto que torna obrigatório o uso de tornozeleira eletrônica para agressores de mulheres em casos de risco, mesmo com pesquisa indicando que 76% da população não confia na eficácia do dispositivo para proteção das vítimas.A proposta, que já havia sido aprovada pela Câmara dos Deputados, aguarda sanção presidencial. O texto determina que juízes terão 24 horas para avaliar a medida após determinação policial, sendo necessária justificativa em caso de não aplicação. A iniciativa visa padronizar nacionalmente o uso do equipamento e reduzir casos de violência contra mulheres.

Apesar da percepção majoritariamente negativa, o tema avançou no Congresso Nacional. O Senado aprovou na quarta-feira (18), um projeto que obriga a polícia a determinar o uso de tornozeleira eletrônica para agressores em casos considerados de risco. A Câmara dos Deputados já havia aprovado a proposta anteriormente.

Pelo texto, o juiz deverá ser comunicado da decisão e terá prazo de 24 horas para manter ou revogar a medida. Caso opte pela não aplicação, será obrigado a justificar a decisão. Agora, o projeto segue para sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Maioria rejeita tornozeleira eletrônica como proteção às vítimas de violência

Atualmente, o uso da tornozeleira eletrônica não é obrigatório no Brasil. A medida existe como uma das possibilidades dentro das medidas protetivas previstas em lei, embora alguns estados já adotem a prática de forma mais ampla.

A proposta busca padronizar o uso do equipamento em todo o país, com o objetivo de ampliar a segurança das vítimas, garantir tempo de reação em situações de risco e reduzir a reincidência da violência, incluindo casos de feminicídio.

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