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Ministro revoga prisão de bolsonarista que foi preso na Capital

Oswaldo Eustáquio não usará tornozeleira eletrônica, mas está proibido de utilizar as redes sociais

Por Anahi Zurutuza | 05/07/2020 14:33
Oswaldo Eustáquio e Sara Winter, que também já foi sido presa pela PF e é investigada no mesmo inquérito (Foto: Reprodução) 
Oswaldo Eustáquio e Sara Winter, que também já foi sido presa pela PF e é investigada no mesmo inquérito (Foto: Reprodução)

O ministro Alexandre de Moraes decidiu neste domingo (5) revogar a prisão de Oswaldo Eustáquio, o jornalista investigado em inquérito do STF (Supremo Tribunal Federal) por organizar atos antidemocráticos. O blogueiro bolsonarista, como é tratado na investigação, não precisará usar tornozeleira eletrônica.

Eustáquio foi preso em Campo Grande, no dia 26 de junho, sob suspeita de planejar fuga do País. Ele era monitorado pela PF (Polícia Federal) desde que foi alvo de mandado de busca e esteve em Pedro Juan Cabellero, cidade paraguaia na fronteira com Ponta Porã – a 323 km de Campo Grande.

No dia 30, ele foi transferido para Brasília (DF), cidade onde reside atualmente. A prisão temporária chegou a ser prorrogada por decisão do ministro, até que neste domingo, Moraes decidiu libertar o jornalista. “Não tem tornozeleira, mas tem restrições ao exercício da profissão”, explicou brevemente o advogado Elias Mattar Assad, que faz a defesa do blogueiro.

Conforme apurou o G1, na decisão, o ministro proíbe Eustáquio de manter contato com outros investigados, usar as redes sociais e se aproximar da Praça dos Três Poderes, em Brasília, e residências dos ministros do STF.

Ele não pode ainda “mobilizar, integrar ou organizar manifestações de cunho ofensivo a qualquer um dos poderes da república, seus integrantes ou que incitem animosidade das Forças Armadas contra qualquer instituição de estado”.

A defesa afirma que vai recorrer das medidas que impedem Oswaldo Eustáquio de exercer a profissão.

Em depoimento à Polícia Federal de Brasília na quinta-feira (2), o jornalista negou que tenha participado de manifestações antidemocráticas e incentivado atos contra o STF e Congresso Nacional.